Qual o seu perfil financeiro?

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Postado Originalmente em profelisson – por PROF. ELISSON DE ANDRADE

Que educação financeira é importante para o adequado gerenciamento do próprio dinheiro e realização de sonhos, isso talvez seja inquestionável.

Mas essa necessidade de lidar bem com as próprias finanças vem tomando maiores proporções a cada dia, seja pelo aumento da complexidade das demandas financeiras (é preciso pensar em temas como compra da casa própria, carro, investimentos, empréstimos/financiamentos, aposentadoria etc), seja pelo futuro cada vez mais incerto de nossa economia.

Nesse contexto, em que será cada vez mais relevante adquirir conhecimento e bons hábitos, um interessante ponto de partida é identificar seu PERFIL FINANCEIRO.

Confira os quatro perfis que criei, logo abaixo, e veja em qual deles você se encaixa.

O INVESTIDOR

Para ser considerado um investidor, é preciso ter um controle rígido do orçamento doméstico, uma vez que todos os meses deverão haver sobras de dinheiro para aplicar e render juros. O objetivo final é a independência financeira e liberdade de escolhas.

Para chegar a esse ponto é preciso ter bons hábitos financeiros, saber conviver com a restrição (saiba que ricos não compram tudo o que querem, mas o que podem), além de tomar decisões em que se usa muito mais a razão do que a emoção.

CONSEQUÊNCIAS: quando uma pessoa passa para o nível de INVESTIDOR, aumenta suas chances de agarrar oportunidades e supera as adversidade de maneira menos sofrida. E com o passar do tempo, vai assumindo cada vez mais controle sobre a própria vida, não precisando se sujeitar às circunstâncias.

O POUPADOR

Na escala hierárquica da educação financeira, o poupador estaria um nível abaixo do investidor.

Suas principais características são um certo controle do orçamento, o medo de fazer dívidas, conseguindo guardar dinheiro na Caderneta de Poupança sempre que possível.

O poupador não se configura como uma pessoa consumista, mas também não possui habilidades para fazer o dinheiro render de maneira adequada, nem seus objetivos de curto, médio e longo prazos são muito claros.

CONSEQUÊNCIAS: em geral, os poupadores não são bons em acumular patrimônio, principalmente quando o assunto é aposentadoria. Sempre têm um dinheirinho guardado na poupança, para emergências, e apesar de esse ser um bom hábito, não é suficiente. Um poupador dificilmente conseguirá a independência financeira.

O ZERO A ZERO

O denominado “zero a zero” é aquele tipo de pessoa que termina o mês sempre empatado. Tudo o que ganha, gasta.

Faz algumas dívidas e quase sempre consegue pagá-las. Mas quando o assunto é GUARDAR DINHEIRO, esse parece ser um sonho distante. Na verdade, está no aguardo de chegar o dia em que ganhará o suficiente para poder começar a poupar.

Devido ao total descontrole das finanças, o “zero a zero” costuma ter a percepção que o dinheiro some rapidamente da conta e não entende como.

CONSEQUÊNCIAS: o principal problema desse perfil está naqueles momentos em que situações de gastos inesperados acontecem, como por exemplo um conserto no carro ou reforma na casa. Por não ter mais espaço no orçamento para esses fins, acaba se endividando e caindo na situação do próximo perfil a ser descrito.

O ENDIVIDADO
Nesse, que é o menor nível hierárquico sob a ótica da educação financeira, algumas características são bastante comuns: maus hábitos financeiros, decisões emocionais, consumismo, falta de clareza de objetivos, nenhum controle sobre receitas e despesas, dentre outras.

Geralmente entra nesse grupo pessoas que eram “zero a zero”, acreditam que só comprando parcelado podem ter alguma coisa na vida, até que algo acontece e perde as rédeas das próprias finanças.

O ENDIVIDADO paga juros estratosféricos para bancos e financeiras, vive uma cotidiana angústia por querer ter mais do que é possível e muitas vezes perde o pouco que conseguiu conquistar na vida, devido às dívidas.

CONSEQUÊNCIAS:  quando se perde o controle das finanças, fatalmente isso acabará trazendo problemas na vida profissional, pessoal e familiar. A autoestima se deteriora a cada dia e as perspectivas de futuro ficam bastante nebulosas.

CONCLUSÃO
O objetivo do presente artigo foi melhorar sua compreensão sobre as próprias finanças, à medida que pôde refletir qual dos perfis apresentados mais se aproxima à sua realidade.

Se você não chegou ao ponto de se classificar como INVESTIDOR, saiba que sempre é tempo para corrigir os rumos da própria vida.