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Por que o cheque especial está mais perigoso do que nunca

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Postado Originalmente em exame – por Gustavo Santos Ferreira

São Paulo – Você já deve ter ouvido falar e, se não ouviu, já sentiu no bolso: a crise econômica do Brasil é grave. De um lado, sobem o desemprego e a inflação. De outro, caem o PIB, os investimentos no país… E no meio disso tudo está lá você, tentando se segurar com pode.

Se você for patrão – e se é que conseguiu não demitir ninguém ainda –, está cortando um dobrado para fechar a folha de pagamentos. Isso, sem conseguir vender e gastando cada vez mais para produzir. Agora, se você for empregado, o poder de compra de seu salário está mais baixo, corroído pela alta generalizada dos preços.

Seja empresário ou funcionário, mesmo metido nesta encalacrada atual pode haver motivos para comemorar. Isso, no caso de você não ter feito dívidas nos últimos tempos. Em caso contrário… Calma lá também, sem desespero. Há, sim, uma saída para a sua insônia, que passa bem longe de tomar uma cartela inteira de dramin.

Por mais contraditório que pareça, o remédio para sua falta de sono pode ser fazer outra dívida. Por favor, não vá sair por aí pegando dinheiro a qualquer custo.

Não se trata disso. Mas o conselho que qualquer financista daria, fosse qual fosse a situação econômica do país, segue valendo nestes tempos de estremecimento: troque sua dívida antiga por uma nova, com prazos e taxas que caibam no seu bolso. E, claro, fuja do cheque especial.

Por quê?

Linhas de crédito pré-aprovadas, como o especial, surgem nos instantes de apuros como a última das maravilhas. Você nem mesmo precisa procurar pelo banco para conseguir uma graninha a mais, não é? Pois é, mas o especial também pode enfiar você numa espiral de endividamento assustadora.

Seus juros estão na casa dos 400% ao ano (sim, quatrocentos!). Nesta época, de juros básicos nas alturas, essa conta pode se tornar ainda mais incalculável em breve.

O crédito consignado, aquele descontado no holerite, sabe? Essa é a solução perfeita para o trabalhador negociar sua dívida com o banco. Oferece taxas mais baixas e prazos mais longos de parcelamento.

Já aos empresários, existe, por exemplo, a opção de oferecer algum bem como garantia. Como a instituição financeira vai se sentir mais segura em relação a um possível calote, ela pode topar baixar custos e alongar prazos.

Todas as outras linhas de crédito também são menos pesadas que o especial (que, de especial, tem só o nome).

Não existe mágica, leitora e leitor: em geral, quanto mais fácil for fazer o empréstimo hoje, mais caro ele será amanhã. Procurar pelo gerente do banco vai tomar mais do seu tempo? Sim. Você poderia fazer coisas muito mais agradáveis em vez de passar um tempão numa agência? Claro. A aprovação do empréstimo não será imediata? Provavelmente.

Agora, deixar de pedir ajuda a um profissional que (na teoria) tem maior capacidade de fazer sua dívida caber no seu bolso pode ter um preço muito cruel. Para a sua família, para os seus negócios e para as suas noites de sono.