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Cartão pré-pago garante inclusão financeira e mais segurança nas compras

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Benefício reduz riscos e possibilita compras e transações financeiras sem dinheiro vivo a quem não tem acesso a bancos

Postado Originalmente em Gazeta do Povo – Por Adriana Brum

O conceito de “dinheiro de plástico” surgiu há mais de 60 anos, com os cartões de crédito. Mas para muitos, comprar sem dinheiro vivo resultou em perda do controle das finanças pessoais: em outubro, 85,7% dos paranaenses estavam endividados, diz o diretor de planejamento e gestão da Fecomércio-PR, Rodrigo Rosalem.

Uma das novidades para transações financeiras sem dinheiro é o cartão pré-pago, que permite fazer todos os tipos de compra, saques, receber depósitos sem a necessidade de um vínculo bancário, sem fatura ou cobrança de juros. O serviço é oferecido gratuitamente no cartão Metrocard aos usuários da Rede Metropolitana de Transporte.

Ao ver a bandeira MasterCard no seu cartão Metrocard, o balconista Deibi Moreno, 34 anos, percebeu que poderia usá-lo não só para pagar a passagem de ônibus e imediatamente habilitou o serviço: “Gostei da ideia de um cartão que insiro valores para usar no comércio. Compro via aplicativos no celular e internet usando meu cartão pré-pago sem me preocupar com risco de fraudes”, diz.

O presidente da Associação Metrocard, entidade que gerencia a bilhetagem do transporte na Rede Metropolitana, Lessandro Zem, destaca que a segurança foi um dos fatores que levaram a entidade a firmar a parceria com a MasterCard. “O usuário tem dois serviços em um só cartão: paga o transporte e faz compras na farmácia, banco, panificadora. E tem mais segurança no ônibus: de nada adiantaria o passageiro ter seu cartão de vale-transporte se carrega dinheiro consigo”, destaca.

O cartão pré-pago surge também como forma de fazer a inclusão financeira, diz o economista Daniel Poit. “É atrativo para quem não tem acesso ao cartão de crédito ou débito, por falta de renda ou outros motivos. Donos de empresas podem usar o pré-pago para oferecer um bônus ou gratificação aos funcionários”, sugere.

As facilidades tendem a aumentar, aponta o diretor executivo da AcessoCard, empresa que fabrica e gerencia o serviço, Sérgio Kulikovsky. “Estamos colocando a recarga em bancas de jornais, nos associando com casas lotéricas”, conta.

Facilidades

Um terço dos usuários do cartão Mertrocard deve ativar a função pré-pago até o final de 2016, estima o CEO da AcessoCard, Sérgio Kulikovsky. Conheça as facilidades do serviço:

Saques

É possível sacar dinheiro em qualquer banco eletrônico da rede Cirrus.

Sem amarras

O cartão pré-pago não gera fatura ou juros, não exige idade mínima, comprovação de renda ou consulta a SPC ou Serasa.

Empreendedorismo

Permite emitir boletos.

Segurança

Dispensa o uso de dinheiro vivo nas transações. Tem menor risco de fraude em compras online.

Controle

Gastos são acompanhados pela internet ou SMS.

Custos

Mais baixos do que a da manutenção de uma conta bancária.

Contas distintas

O valor do pré-pago não se vincula ao dos vales-transportes.

Bonificação

Os usuários participam do MasterCard Surpreenda, programa de pontos revertidos em benefícios.

CINCO PASSOS

Aprenda a ativar seu cartão Metrocard como um cartão pré-pago.

1 SERVIÇO OPCIONAL

O cartão Metrocard, para o uso no transporte coletivo da Rede Metropolitana Integrada, vem com a função pré-pago inclusa. Esta opção só será usada em transações financeiras se for ativada por seu proprietário. Confira:

2 ATIVAÇÃO VIA INTERNET

  • Acesse o site www.cartaometrocard.com.br
  • Clique no botão “Acesso Card”, no menu localizado na parte superior da página.

3 DESBLOQUEIO

Vá até a seção “Desbloquear”, em “Clique aqui” e informe:

  • Seu CPF;
  • Número do seu cartão Metrocard;
  • Código de verificação (verso do cartão);
  • Data de validade do cartão.

4 CADASTRAR SENHAS

Em seguida, crie uma senha de acesso ao sistema, com seis dígitos. Você receberá outra seenha provisória, de quatro dígitos, que será solicitada cada vez que o cartão for usado. Esta senha pode ser alterada pelo usuário.

5 RECARGA

A inserção de valores pode ser feita de quatro formas:

  1. Depósito identificado em bancos
  2. Boleto bancário
  3. Pagamento em débito de conta corrente
  4. Compra de créditos (casas loterias, supermercados Extra ou Pão de Açúcar)

Os créditos serão atualizados em até 48 h e podem ser usados em todos estabelecimentos conveniados à rede MasterCard do mundo.

Fonte: Redação; Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs); Museu do Cartão de Crédito; Daniel Poit, economista. Infografia: Gazeta do Povo.

DINHEIRO DE PLÁSTICO

Quando a ideia de pagar as contas sem usar dinheiro vivo surgiu, os cartões eram de papel e indicavam que quem os oferecia era “bom pagador”. Até chegar ao pré-pago, vão-se quase cem anos, em que se agregou tecnologia e novas opções de uso:

  • 1920 – Postos de gasolina, hotéis e outros estabelecimentos nos Estados Unidos passaram a permitir que seus clientes fiéis postergassem o pagamento.
  • 1949 – O norte-americano Frank McNamara, depois de se flagrar sem dinheiro na carteira para pagar a conta, convenceu 14 restaurantes da cidade a aceitarem um cartão, de cartolina, como garantia do pagamento. Depois, ele criou a Diners Club, pioneira no ramo de cartões de crédito.
  • 1955 – Os cartões passam a ser fabricados em plástico.
  • 1956 – O serviço de cartões chega ao Brasil, na modalidade de cartão de compra, aceito em um grupo seleto de restaurantes.
  • 1968 – O Bradesco lança o Elo, primeiro cartão de crédito brasileiro.
  • 1977 – Cada banco passa a emitir seu próprio cartão e esses ganham tarjas magnéticas.
  • 1983 – É lançado o cartão de débito.
  • 1990 – Surgem os primeiros “smart cards”, com chips de memória.
  • 1994 – O Plano Real estabiliza a moeda e promove o crescimento do uso dos cartões de crédito no Brasil.
  • 2000 – O mercado passa a oferecer cartões de compra com valor pré-definido, os vales-presentes.
  • 2014 – A quantidade de transações com cartões de crédito, em 2014, somou R$ 114,6 milhões no Brasil, 12,2% a mais que em 2013. O uso do débito aumentou em 15,8% em relação ao ano anterior, movimentando R$ 7,3 bilhões.

Fonte: Redação; Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs); Museu do Cartão de Crédito; Daniel Poit, economista.