De compra pela internet a mesada, veja opções de uso do cartão pré-pago

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Postado Originalmente em economia.uol – Por Aiana Freitas

Amplamente usados em viagens internacionais, os cartões pré-pagos têm ganhado novos usos no Brasil. Fazer compras pela internet, pagar contas e depositar mesadas são algumas das possibilidades que eles oferecem.

Esses cartões nasceram na onda dos celulares pré-pagos, e funcionam de forma parecida. O cliente carrega um valor e pode adicionar novas quantidades conforme o dinheiro for acabando.

No caso das viagens internacionais, eles substituem bem o traveler check, porque podem ser carregados em diferentes moedas e proporcionam maior segurança para o turista do que se ele levar dinheiro em espécie.

O foco das empresas que atuam no setor, porém, é cada vez mais os brasileiros que vão carregar os cartões com reais.

Produto serve como substituto do papel-moeda

“Os cartões pré-pagos também podem ser usados para pagar a mesada dos filhos e depositar dinheiro da empregada doméstica, por exemplo. O potencial é enorme”, diz Raul Moreira, vice-presidente da Associação de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Para Moreira, os pré-pagos não só promovem a inclusão financeira como substituem bem o papel-moeda. Além disso, a nova regulamentação do setor, que vai fazer com que os pré-pagos estejam sujeitos às regras do Banco Central, também vai ajudar a desenvolver o produto.

“Basicamente ele pode ser usado para tudo o que uma conta corrente serve, menos para investir e pegar empréstimo”, diz Luiz Almeida, vice-presidente de marketing da ContaSuper. A empresa oferece o cartão Super, que traz a bandeira Mastercard.

O cartão Super é usado para carregar celular, pagar contas pela internet e fazer transferências para outros cartões da mesma marca ou contas de qualquer banco.

Almeida diz que o cartão também é usado por empresas que precisam pagar salários para trabalhadores eventuais ou desbancarizados. Um exemplo são os funcionários da construção civil, como pedreiros e pintores.

Outro foco dos pré-pagos são as pessoas que estão com o nome sujo na praça e, por isso, não conseguem abrir conta em banco nem obter cartões de crédito e débito tradicionais.

 

VIAGEM – Em viagens internacionais, os cartões pré-pagos podem ser usados para substituir o traveler check. Eles podem ser carregados em diferentes moedas e até pela internet, e proporcionam maior segurança para o turista do que o uso de papel-moeda

MESADA – As empresas que oferecem cartões pré-pagos sugerem que eles sejam usados como instrumento de educação financeira, servindo, por exemplo, para o depósito da mesada dos filhos. O valor é controlado pelos pais, que fazem o carregamento todo mês

SERVIÇOS – Empregadas domésticas que ficam responsáveis por compras no supermercado também podem receber o cartão pré-pago, em vez de dinheiro em espécie

SALÁRIOS – Outro foco dos cartões pré-pagos são as pessoas que não têm conta em banco ou estão com o nome sujo na praça. Eles também podem ser usados por empresas que precisam pagar salários para funcionários da construção civil, como pedreiros e pintores

COMPRAS – Assim como os cartões de crédito e débito, os pré-pagos podem ser usados no varejo, na realização de compras. Só que, quando o saldo acabar, nada mais poderá ser gasto, porque o cliente não tem limite de crédito atrelado ao produto

INTERNET – Quem tem receio de digitar os dados do cartão de crédito na internet pode encontrar uma boa opção no pré-pago. O consumidor pode carregar apenas o valor suficiente para fazer a compra, evitando o risco de os dados serem usados e outras transações. Ele também pode ser usado nas compras em sites estrangeiros, com IOF de 0,38%

CONTAS – Pagamentos de contas do dia a dia, como energia, telefone e água, também podem ser feitos com cartões pré-pagos, muitas vezes pela internet. As empresas não costumam cobrar tarifa pelo serviço

 

10 livros para enriquecer em 2016

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Postado Originalmente em EXAME.COM – Por Marília Almeida

Preocupado com o cenário econômico deste ano? Algunslivros podem te ensinar a lidar melhor com o dinheiro para se proteger contra eventuais turbulências e, mais que isso, podem ser capazes de te ajudar a enriquecer, mesmo quando tudo conspira contra.

EXAME.com selecionou dez títulos lançados ou reeditados ao longo de 2015 que trazem diversos ensinamentos sobre finanças. São indicações que atendem desde quem quer se livrar de dívidas e organizar melhor o orçamento, até aqueles que pretendem iniciar aplicações financeiras ou avançar para investimentos mais sofisticados.

Confira nas fotos a seguir dez sugestões de livros para este ano.

1) “Economia na Palma da Mão”

Autores: Carlos Eduardo S. Gonçalves e Bruno Cara Giovannetti

Editora: Benvirá

Escrito por dois professores da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (FEA-USP), o objetivo do livro é explicar  com bom humor conceitos econômicos que têm impacto direto na vida de consumidores. Entre os termos “traduzidos do economês” pelos autores estão: bolha financeira, inflação, fundos de investimento, câmbio, PIB e prêmio de risco.

 

2) “Scarcity: The New Science of Having Less and How It Defines Our Lives”

Autores: Sendhil Mullainathan e Eldar Shafir

Editora: Picador

Um economista de Harvard e um psicólogo de Princeton, duas faculdades renomadas dos Estados Unidos, analisam como a escassez de recursos, inclusive de dinheiro, leva o cérebro a buscar alívio imediato em vez de planejar e buscar soluções para resolver problemas no longo prazo, e dão dicas para quebrar esse ciclo vicioso.

 

3) “Pescando Tolos – A Economia da Manipulação e Fraude”

Autores: George Akerlof e Robert Shiller

Editora: Alta Books

Os ganhadores do Nobel George Akerlof e Robert Shiller abordam no livro as armadilhas do mercado financeiro, que explora fraquezas psicológicas e ignorância dos consumidores.

Entre os temas abordados estão a forma como utilizamos o cartão de crédito sem limites e as táticas sedutoras das campanhas de publicidade, que nos levam a pagar caro por crédito e pela aquisição de alguns bens. O livro também inclui histórias de personagens que souberam lidar com essas manipulações ao buscar mais conhecimento.

 

4) “Other People’s Money: The Real Business of Finance”

Autor: John Kay

Editora: PublicAffairs

O economista britânico explica como o sistema financeiro moderno é incapaz de proteger os clientes de instituições financeiras contra fraudes e falências, tomando como gancho a crise de 2008. Para o autor, existe uma série de falhas na regulação dos mercados que contribui para esse cenário e somente o conhecimento da população e uma pressão por mudanças podem mudar esse panorama. O título foi considerado o livro do ano pelos veículos Financial Times, The Economist e pela Bloomberg.

 

5) “Sobrou dinheiro”

Autor: Luís Carlos Ewald

Editora: Bertrand Brasil

O best seller escrito por Luís Carlos Ewald, consultor financeiro que ficou conhecido como Sr.Dinheiro depois de participar de um quadro no qual respondia dúvidas financeiras no programa Fantástico, da TV Globo, ganhou uma nova edição ampliada no ano passado, que mostra como uma família deve gerenciar as despesas para não ficar no vermelho. Para isso, o autor explica termos como inflação, impostos e reajustes de preços.

 

6) “Coined: The Rich Life of Money and How Its History Has Shaped Us”

Autor: Kabir Sehgal

Editora: Grand Central Publishing

Escrito pelo vice-presidente de mercados emergentes do banco de investimentos J.P. Morgan, o livro investiga a origem do dinheiro para analisar a sua relação psicológica com a humanidade e reflete sobre a necessidade de dar um novo sentido a ele. O título foi elogiado pelo ex-presidente americano Bill Clinton e pelo empresário britânico Richard Branson.

 

7) “Dinheiro: Os segredos de quem tem: Como conquistar e manter sua independência financeira”

Autor: Gustavo Cerbasi

Editora: Sextante

No livro, Gustavo Cerbsasi, consultor financeiro e autor de best sellers como “Casais inteligentes enriquecem juntos”, mostra como a riqueza está na maior parte das vezes associada ao trabalho duro, à disciplina e a uma vida frugal, e não a gordas heranças ou muito estudo. O autor também mostra que o caminho para ficar rico depende mais de decisões cotidianas do que de bens que possam vir a ser acumulados ao longo do tempo.

 

8) “The Opposite of Spoiled: Raising Kids Who Are Grounded, Generous, and Smart About Money”

Autor: Ron Lieber

Editora: Harper

Ao escrever uma matéria sobre jovens que buscavam financiamento estudantil nos Estados Unidos, Ron Lieber, colunista de finanças pessoais do jornal New York Times, ficou impressionado com a falta de conhecimento dos adolescentes americanos sobre conceitos relacionados às finanças pessoais e decidiu escrever um livro para se aprofundar no tema. Para o autor, os pais têm um papel fundamental na reversão desse problema e devem educar os filhos financeiramente enquanto eles ainda são jovens. No livro, Lieber fala não só sobre a importância da educação financeira, como ensina os jovens a gerenciar melhor suas finanças ao longo da vida.

 

9) “De Quem É o Dinheiro? – Ganância, Medo, Azar e Sorte – Vitórias e Tropeços na Bolsa”

Autores: Adley Piovesan e Homero Chemale

Editora: Textonovo

Escrito por consultores de investimentos que trabalham em bancos e corretoras, o livro reúne 51 histórias curtas sobre personagens que atuam em bolsas de valores e suas tentativas de atrair e ludibriar investidores. Todas as histórias trazem uma mensagem, direta ou indireta, sobre os sentimentos e riscos presentes no “alucinante” mercado acionário, que servem de alerta ao leitor.

 

10) “The Debt Escape Plan: How to Free Yourself From Credit Card Balances, Boost Your Credit Score, and Live Debt-Free”

Autor: Beverly Harzog

Editora: Career Press

A autora, advogada especializada em defesa do consumidor, conta como quitou uma dívida de 20 mil dólares , contraída em diversos cartões de crédito, em um prazo de dois anos. Com planejamento e disciplina, Beverly relata como foi possível voltar a ter um bom score de crédito (nota atribuída pelos bancos para avaliar seu risco de inadimplência) e evitar cair novamente em um ciclo interminável de dívidas. Para isso, ela diz que, em vez de quebrar seus cartões de crédito, buscou entender o próprio comportamento em relação ao dinheiro para eliminar hábitos nocivos.

8 verdades que você deve encarar sobre a aposentadoria

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Postado Originalmente em maisdinheiro

São Paulo – Quanto economizar para a aposentadoria é uma fórmula mágica buscada por muitas pessoas que tentam planejar a renda no futuro.

Mas esse cálculo não irá necessariamente refletir a realidade, por isso não é uma garantia de que você terá uma aposentadoria tranquila.

O valor que será necessário ao se aposentar depende de muitos fatores que são difíceis de prever. “Nem as instituições financeiras se arriscam a oferecer benefícios pré-definidos”, diz Humberto Veiga, consultor financeiro e autor do livro “Tranquilidade financeira: saiba como investir no seu futuro”.

Como resultado, muitas pessoas podem chegar à terceira idade com grandes limitações financeiras, segundo Mauro Machado, consultor sênior de previdência privada da consultoria Mercer. “Os poupadores se deparam com despesas que não param de crescer e concluem que não se prepararam para ter a montanha de dinheiro necessária nessa fase da vida”.

Para minimizar esse risco, o poupador deve iniciar o planejamento da aposentadoria o quanto antes e ter consciência do que deve incluir no cálculo do valor necessário para viver bem mais tarde.

Veja a seguir oito fatos que devem ser encarados por quem pretende ter conforto financeiro no futuro:

1) Você vai viver mais e precisará de mais dinheiro

O aumento da expectativa de vida deve ser incluído no cálculo da renda que deve ser poupada para a aposentadoria, pois exige o aumento do valor da reserva financeira para o futuro.

A expectativa de vida do brasileiro ao nascer, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atingiu 74,9 anos em 2013, último dado disponível.

No início da década de 80, essa estimativa era de 62,5 anos. Ou seja, o aumento na expectativa de vida do brasileiro no período aumentou 12,4 anos, em média.

A estimativa dos anos de sobrevida varia conforme a idade do poupador e deve ser considerada no planejamento, assim como o nível de renda, diz Veiga. Quanto mais dinheiro o poupador tem, maiores são suas chances de acessar tratamentos médicos mais sofisticados e, consequentemente, viver mais.

2) Se aposentar mais cedo ficou mais difícil

O objetivo se aposentar o quanto antes deve ser analisado pelos brasileiros, segundo os consultores financeiros ouvidos por EXAME.com.

Um estudo sobre aposentadoria realizado pelo HSBC em 2013 apontou que o brasileiro espera se aposentar aos 46 anos, mais cedo do que os entrevistados de outros 14 países pesquisados, e bem antes do que a média global calculada pelo levantamento, de 59 anos.

Segundo Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor do livro “Adeus Aposentadoria”, com a tendência de aumento da expectativa de vida, ficou mais arriscado depender da previdência social, concedida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSSe dos investimentos feitos por conta própria. “É mais provável que a renda necessária para ter conforto no futuro acabe antes do prazo esperado”.

Para Cerbasi, o desejo de se aposentar mais cedo pode esconder uma insatisfação do poupador com seu emprego. Essa frustração faz com que a pessoa busque trabalhar mais para se livrar mais cedo do “fardo”.

Nesse caso, o consultor financeiro recomenda que o poupador busque realizar um projeto que o motive a continuar trabalhando, ainda que em um ritmo mais lento. “Além de diminuir a urgência da aposentadoria, o projeto pode aumentar a renda nessa fase da vida”.

3) Você deve depender cada vez menos do benefício do governo

Já é um consenso entre os especialistas a recomendação de que o brasileiro não deve mais depender da aposentadoria concedida pelo governo se o objetivo é ter uma vida confortável no futuro.

Com o aumento da expectativa de vida, o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição é reduzido. Isso acontece por causa do chamado fator previdenciário.

Para calcular a aposentadoria que será recebida, o INSS inclui no cálculo algumas variáveis, como a idade, o tempo de contribuição e o fator previdenciário. Ocorre que esse fator é alterado toda vez que aumenta a expectativa de vida calculada pelo IBGE, de maneira que a cada ano o seu efeito redutor sobre o valor do benefício fique maior.

Com isso, a cada ano fica mais desvantajoso se aposentar mais cedo, mesmo se o trabalhador já tiver cumprido o tempo de contribuição exigido para receber sua aposentadoria.

Segundo o levantamento do HSBC, 46% dos entrevistados no Brasil declararam depender do benefício concedido pelo governo na aposentadoria. O número só não é maior do que o registrado no México (54%) e na França (83%).

Para Machado, da Mercer, essa dependência dos valores da previdência social precisa diminuir. “O brasileiro ainda pensa que vive em um país jovem, como o da década de 80. Mas a população envelheceu desde então, o que reduziu o valor do benefício”.

Valores menores concedidos pelo governo já são realidade em países como população mais idosa, como Japão, Europa e Estados Unidos. “Ajustar os valores é necessário para não colocar todo o sistema de benefícios em risco”, diz Cerbasi.

4) Sua capacidade de poupança deve ser cada vez maior

Especialistas da Mercer recomendam ter como renda na aposentadoria ao menos 80% do valor do último salário recebido. Mas o ideal é receber 100% do último salário no período de inatividade para manter o padrão de vida.

O valor poupado para a aposentadoria deve corresponder a, no mínimo, 10% da renda mensal do poupador. Para quem não tem possibilidade de poupar o valor mínimo indicado, Cerbasi recomenda poupar o possível e reduzir gastos até atingir esse porcentual.

A prioridade deve ser o corte de despesas com automóveis e outros bens materiais. “Outros gastos, como despesas com educação, permitem ao poupador se preparar melhor para o futuro. Já gastos com lazer devem ser preservados porque diminuem a frustração causada pela necessidade de economizar”, diz Cerbasi.

Especialistas da Mercer também recomendam que o porcentual da renda a ser economizado para a aposentadoria aumente ao longo dos anos, conforme a evolução da capacidade financeira. O aumento deve ser progressivo até que a capacidade de poupança atinja 19% do salário mensal.

Quanto mais semelhante ao último salário recebido pelo poupador for a renda recebida durante a aposentadoria, menor será a necessidade de rever despesas, segundo pesquisa da Mercer com mais de 11 mil aposentados no país, divulgada no final do ano passado.

O levantamento aponta que, dentre os aposentados que conseguiram ter uma renda correspondente a pelo menos 80% do valor do último salário na aposentadoria, apenas 34% tiveram de rever despesas.

O número aumentou para 61% no caso de quem economizou de 40% a 80% do salário, e subiu para 65% para quem guardou menos de 40% do valor do último salário recebido antes de se aposentar.

5) Você precisa buscar outras fontes de renda no futuro

Continuar a trabalhar após se aposentar já é uma realidade. Segundo pesquisa da Mercer, 31% dos aposentados continuam a ter trabalhos remunerados nessa fase da vida. O porcentual sobe para 42% entre quem tem renda acima de 10 mil reais.

A pesquisa do HSBC aponta que, mesmo depois de se aposentar, os brasileiros estariam dispostos a trabalhar até os 57 anos. O número fica abaixo da média mundial, de 60 anos.

Para Machado, da Mercer, esse objetivo também deve ser revisto. “Ou o poupador precisará guardar ainda mais dinheiro ou terá de diminuir seu padrão de vida de forma bastante significativa para realizar esse desejo agora”.

Iniciar uma segunda carreira mais prazerosa ou começar a empreender a partir dos 45 anos pode ajudar a complementar a renda no futuro. “Completar 65 anos não deveria ser visto como uma data limite para se aposentar. Com uma boa qualidade de vida, o poupador pode conseguir trabalhar até os 80 anos”, diz Cerbasi.

Essa preparação para obter uma renda extra no futuro deve começar pelo menos 15 anos antes da data estimada para a aposentadoria. A opção, no entanto, exige experiência e também recursos financeiros, seja para fazer o investimento inicial no negócio próprio quanto para bancar eventuais despesas com qualificação.

6) Aplicações de longo prazo devem ser monitoradas

Os investimentos de longo prazo precisam ser acompanhados pelo poupador durante a acumulação da reserva financeira para a aposentadoria. Além de ampliar a possibilidade de ganhos, o hábito também evita prejuízos com as aplicações financeiras.

De tempos em tempos, é recomendável corrigir pela inflação o valor já acumulado para a aposentadoria para verificar se será necessário mudar o planejamento. Esse é um ponto importante do projeto para a aposentadoria, já que no longo prazo a inflação pode corroer boa parte do montante poupado.

Impostos e taxas que incidem sobre os investimentos também devem ser incluídos no cálculo, diz Cerbasi.

O investidor também deve analisar os benefícios oferecidos pelo plano de previdência da empresa, diz Machado, da Mercer. “O beneficiário deve comparar o plano com as rentabilidades que são oferecidas por diversas aplicações no mercado financeiro”.

Cerbasi recomenda que a carteira de investimentos também seja alterada diante de mudanças no cenário econômico. O investidor pode buscar aplicações com maior rentabilidade, de acordo com o cenário da economia e seu perfil de risco.

Uma maior experiência com aplicações financeiras e maior tempo disponível permite que poupadores possam gerenciar mais de perto a carteira de aplicações com o passar dos anos, diz Cerbasi.

Na opinião do consultor financeiro, em vez de buscar ganhar dinheiro com investimentos mais arriscados, o poupador mais jovem deveria se preocupar mais em obter conhecimentos relacionados à carreira e projetos de empreendedorismo que possam ser realizados no futuro. “Dessa forma é possível criar um patrimônio mais consistente e sustentável ao longo da vida”.

7) Se prepare para manter ou aumentar o nível de gastos na aposentadoria

A crença de que as despesas diminuem na fase mais avançada da vida é um mito. Pesquisa da Mercer aponta que, enquanto gastos com educação e lazer são reduzidos em 16% e, com transporte, em 13%, os gastos médicos podem aumentar 24% nessa fase da vida.

Ou seja, o aumento das despesas com saúde praticamente elimina a economia obtida com outros tipos de gastos. “A assistência médica se tornou um problema no país. As operadoras oferecem poucos planos individuais, que costumam ter custos muito elevados”, diz Machado, da Mercer.

Já os gastos com habitação e alimentação tendem a se manter nessa fase da vida e correspondem, juntos, a 47% da cesta de consumo do aposentado, de acordo com analistas da consultoria.

Um potencial aumento de custos durante a aposentadoria torna necessária uma renda crescente nessa fase da vida, que pode ser obtida tanto com ganhos maiores obtidos em investimentos como em um trabalho remunerado ou negócio próprio.

8) Fique atento a eventos inesperados

Alguns acontecimentos inesperados, como a permanência de um filho em casa por um tempo maior do que o previsto, um divórcio e a chegada de um bebê ou um casamento em uma idade mais avançada devem ser considerados no cálculo do valor necessário ao se aposentar.

Pode ser prudente, por exemplo, incluir gastos com educação do filho pequeno durante o período de aposentadoria. “O poupador deve contar com a possibilidade de ainda ter dependentes financeiros ao planejar a renda futura”, diz Machado, da Mercer.

10 Famosos Mitos Sobre o Dinheiro

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Postado Originalmente em queroficarrico – Por Rafael Seabra

 

Será que você acredita (ou já acreditou) em algum desses mitos?

Eu aposto que sim.

E a razão disso é que somos programados para acreditar em diversas mentiras que nos afastam da independência financeira.

Não sei se você já percebeu, mas as notícias negativas chamam mais a atenção que notícias positivas.

Por isso, costumamos acreditar, por exemplo, que só é possível ficar rico se roubarmos, já que o “telejornal de ontem” mostrou alguém sendo preso por enriquecer de maneira ilícita.

Chegou a hora de dar um basta nestas mentiras.

Vou mostrar agora 10 famosos mitos sobre o dinheiro, que extraí do livro “Os mitos do dinheiro”, de Gabriel Torres.

Meu principal objetivo é que você elimine estas crenças limitantes e consiga diferenciar as pessoas que contribuem para sua ignorância financeira daquelas que contribuem para sua educação financeira.

Mito #1 – “Dinheiro não traz felicidade”

Talvez este seja o mais famoso dos mitos.

Acredito tanto que isto é uma mentira que escrevi o artigo “Dinheiro compra felicidade”.

A lógica é muito simples.

Quando o usamos da forma correta, o dinheiro compra liberdade, e liberdade é um dos três pilares da riqueza.

E se você tem liberdade, você está muito mais apto a fortalecer os demais elementos da riqueza: saúde e relacionamentos.

Vejamos:

  • Dinheiro compra a liberdade para assistir de perto seus filhos crescerem;
  • Dinheiro compra a liberdade para perseguir seus sonhos mais malucos;
  • Dinheiro compra a liberdade para construir e fortalecer relacionamentos;
  • Dinheiro compra a liberdade para se exercitar (ou fazer o que quiser) quando você quiser, quantas vezes você quiser.

Agora pense comigo:

Alguns desses exemplos poderiam fazer você mais feliz?

Tenho certeza que sim.

Uma coisa é certa: eles certamente não trariam infelicidade.

Se o dinheiro é capaz de comprar liberdade e, com essa liberdade, podemos nos dedicar ao que realmente importa, então o dinheiro pode comprar felicidade (quando bem utilizado).

Mito #2 – “O dinheiro é a raiz de todo o mal”

Esta frase é uma interpretação – propositalmente – errada da Bíblia.

Em vários momentos da História, a Bíblia é interpretada de forma equivocada para atender aos interesses de algumas congregações.

A frase correta e original como consta na Bíblia é a seguinte: “O amor ao dinheiro é a raiz de toda sorte de coisas prejudiciais” (Timóteo 6:10).

Baita diferença, hein?!

A frase que consta na Bíblia fala do “amor ao dinheiro”, ou seja, ganhar dinheiro pelo simples prazer do dinheiro (ganância), sem qualquer meta ou objetivo de desfrutar o dinheiro acumulado.

Em outras palavras, não há problema nenhum em acumular dinheiro para um propósito específico, ter objetivos financeiros ou buscar sua independência financeira.

Além disso, quando dinheiro deixa de ser um problema, você pode ajudar outras pessoas ou simplesmente se dedicar àquele grande projeto que você sempre acreditou e nunca pode se dedicar exclusivamente a ele.

Mito #3 – “É mais fácil um camelo entrar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino de Deus”

Essa é mais uma que vem da Bíblia e, quando usada fora de contexto, perde completamente o sentido.

De acordo com Gabriel Torres, o trecho da Bíblia onde esta frase está inserida (Mateus 19:24 e repetida em Lucas 18:25 e Marcos 10:25) conta a história de um jovem rico que se aproximou de Jesus e perguntou-lhe como conseguir a vida eterna.

Em resumo, Jesus respondeu que ele deveria doar tudo aos pobres, justamente para descobrir o que era mais importante ao jovem: a riqueza ou a vida eterna.

Como o jovem preferiu ficar com seus bens em vez de doar aos pobres, Jesus diz que ele não vai para o céu, que era mais fácil uma camelo passar por um buraco da agulha do que um rico, com esta mentalidade (e aqui está a importância da interpretação), entrar para o reino dos céus.

Em outras palavras, é melhor fazer algo de útil com o dinheiro acumulado (neste caso, doá-lo) do que levá-lo consigo para o caixão.

Esta frase tem sido usada propositadamente fora de contexto por determinadas congregações para convencer pessoas que ser rico é ruim e que ricos não vão para o céu.

Mito #4 – “Dinheiro é sujo”

O papel-moeda é, de fato, sujo.

Inclusive esta pesquisa comprova a contaminação de notas de real por microrganismos (fungos, bactérias e leveduras) e atesta: praticamente uma em cada três cédulas contém micróbios causadores de doenças.

Por essa razão, devemos lavar bem as mãos antes de comer, depois de ir ao banheiro e sempre que mexer com o dinheiro.

Essas normas de higiene, que nos remetem aos aprendizados de infância, mais do que nunca devem ser respeitadas.

No entanto, estamos falando do papel-moeda (cédulas) e não do conceito de dinheiro.

Por isso, acreditar que o dinheiro é “sujo” é um grande equívoco (desde que seja ganho honestamente).

Afinal, a sensação de desempenhar um bom trabalho e ser remunerado por ele é excelente! :)

Mito #5 – “A quantidade de dinheiro no mundo é limitada”

Todo conceito de algo que existe em abundância ser limitado é criado para provocar o medo nas pessoas.

E este pensamento é – matematicamente – uma falácia.

Se a riqueza do mundo fosse limitada, o mundo inteiro estaria hoje passando fome, pois nos últimos cem anos a população mundial quadruplicou e o número de ricos aumentou.

Agora pensa comigo: se a quantidade de dinheiro é a mesma e a população aumenta 4 vezes, como pode aumentar a quantidade de ricos?

É óbvio que ainda há pobreza no mundo, mas certamente não é consequência da “falta de riqueza” no mundo. A culpa é de outros fatores e não vale a pena discutir sobre isso agora.

Hoje vivemos na era da informação. Faz-se dinheiro com o conhecimento (obviamente com muito trabalho, esforço e dedicação).

E se você realmente quiser aprender a ganhar dinheiro, precisa ter isso muito claro em sua cabeça.

Mito #6 – “Os ricos tornam-se ricos às custas dos pobres”

A riqueza ou pobreza de uma nação depende, em grande parte, dos seus governantes e de suas políticas fiscais e de distribuição de riqueza.

A “culpa” da existência de países muito pobres (ou com grande desigualdade) não é do dinheiro em si, mas de governantes gananciosos e inescrupulosos, que simplesmente ignoram o povo, pensando apenas no que é melhor para o próprio bolso.

Em muitos países em desenvolvimento, a causa é cultural, e não um “fator externo”.

No caso do Brasil, por exemplo, o grande problema está em nós mesmos (brasileiros), e não em fatores exteriores.

É lamentável usar essas “frases prontas” como desculpa para justificar os nossos problemas e não colaborar para que o país mude.

E pior ainda é justificar a sua opção de permanecer no mesmo lugar, ao invés de melhorar sua saúde financeira.

Mito #7 – “Como você pode pensar em ter X quando há milhões de pessoas passando fome?”

Para pra pensar: o que uma coisa tem a ver com a outra?!

O fato de você querer viajar pelo mundo ou acumular riqueza para ser financeiramente independente não faz com que outras pessoas fiquem pobres ou passem fome.

Se você ganha dinheiro de uma forma honesta, não está prejudicando absolutamente ninguém.

E, com o dinheiro que você acumular, você certamente vai ajudar outras pessoas, direta (através de doações ou projetos sociais) ou indiretamente (pagamento de impostos, consumo e circulação do dinheiro…).

Mito #8 – “Se ficou rico é porque roubou”

Esta frase é certamente a que mais me incomoda.

Essa falácia de que só é possível enriquecer no Brasil de forma ilícita ainda é uma verdade para muitas pessoas, infelizmente.

Muita gente simplesmente não entende que aquilo que aparece na mídia é aexceção, pois notícias negativas vendem mais.

Temos uma tendência para generalizar e/ou tirar conclusões erradas.

Se aparece no jornal um indivíduo que enriqueceu ilicitamente, logo todo e qualquer rico é automaticamente ladrão, certo?

Errado!

Acredite, há inúmeros milionários no Brasil que ficaram ricos de maneira honesta. No entanto, a maioria simplesmente não quer publicidade.

Com os números assustadores da nossa (in)segurança pública, certamente não é uma decisão inteligente divulgar seu patrimônio financeiro.

Se bandidos matam gente que eles acham que são ricos a troco de nada, imagina o que eles farão se pegarem uma pessoa que eles têm certeza de que é rico?

Mito #9 – “Só ganha dinheiro quem tem dinheiro”

Como mencionei antes, nós estamos vivendo a era da informação.

Com isso, é possível fazer muito dinheiro atualmente através da venda de conhecimento (sempre lembrando que exige muito esforço e dedicação).

E o investimento inicial para adquirir conhecimento costuma ser muito baixo, sobretudo quando comparamos com o retorno.

Portanto, mais importante do que ter dinheiro para investir, é ter conhecimento sobre como investir.

Como diria Benjamin Franklin:

Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros.

Mito #10 – “Investimento é para ricos”

Claro que não!

Qualquer um, com o conhecimento adequado, pode investir.

Existem investimentos que não demandam grandes quantias, como o Tesouro Direto, por exemplo, onde é possível investir a partir de apenas R$ 30.

E há outros que você pode fazer apenas com seu conhecimento e suor, contando com a ajuda de pessoas chave para atingir os seus maiores objetivos.

Por outro lado, existem “investimentos” criados para manter você na pobreza, como a caderneta de poupança e a maioria dos planos de previdência privada.

Explico isso em detalhes na primeira das três aulas gratuitas que você pode assistir neste link.

Conclusão – Recapitulando…

Para concluir este artigo, você precisa colocar em prática dois exercícios bastante simples.

Primeiro, você precisa criar um filtro contra esses mitos, tão alardeados por várias pessoas que nos rodeiam.

Após a leitura deste artigo fica bem fácil identificar pessoas que estão falando bobagem das pessoas que realmente têm algo relevante a compartilhar.

Segundo, e mais importante, você precisa se “desprogramar”.

Lembra que eu disse no começo deste texto que somos programados para acreditar em diversas mentiras que nos afastam da independência financeira?

Pois bem, você tem que eliminar qualquer crença limitante que você ainda tenha hoje sobre o dinheiro, das mais comuns às mais esquisitas.

Aqui está novamente a lista das crenças ou “ditos” mais comuns sobre dinheiro, para que você elimine-os de uma vez por todas da sua cabeça:

  1. “Dinheiro não traz felicidade”;
  2. “O dinheiro é a raiz de todo o mal”;
  3. “É mais fácil um camelo entrar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino de Deus”;
  4. “Dinheiro é sujo”;
  5. “A quantidade de dinheiro no mundo é limitada”;
  6. “Os ricos tornam-se ricos às custas dos pobres”;
  7. “Como você pode pensar em ter X quando há milhões de pessoas passando fome?”;
  8. “Se ficou rico é porque roubou”;
  9. “Só ganha dinheiro quem tem dinheiro”;
  10. “Investimento é para ricos”.

Por fim, mas não menos importante, recomendo que você conheça o trabalho do Gabriel Torres e seu livro gratuito (Os Mitos do Dinheiro) – principal fonte deste artigo – neste link.

Agora eu tenho uma pergunta para você…

Você acreditava em algum desses mitos? Qual deles você achou mais interessante? Quais mudanças você vai colocar em prática a partir de agora?

Deixe um comentário abaixo e colabore

 

Qual o seu perfil financeiro?

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Postado Originalmente em profelisson – por PROF. ELISSON DE ANDRADE

Que educação financeira é importante para o adequado gerenciamento do próprio dinheiro e realização de sonhos, isso talvez seja inquestionável.

Mas essa necessidade de lidar bem com as próprias finanças vem tomando maiores proporções a cada dia, seja pelo aumento da complexidade das demandas financeiras (é preciso pensar em temas como compra da casa própria, carro, investimentos, empréstimos/financiamentos, aposentadoria etc), seja pelo futuro cada vez mais incerto de nossa economia.

Nesse contexto, em que será cada vez mais relevante adquirir conhecimento e bons hábitos, um interessante ponto de partida é identificar seu PERFIL FINANCEIRO.

Confira os quatro perfis que criei, logo abaixo, e veja em qual deles você se encaixa.

O INVESTIDOR

Para ser considerado um investidor, é preciso ter um controle rígido do orçamento doméstico, uma vez que todos os meses deverão haver sobras de dinheiro para aplicar e render juros. O objetivo final é a independência financeira e liberdade de escolhas.

Para chegar a esse ponto é preciso ter bons hábitos financeiros, saber conviver com a restrição (saiba que ricos não compram tudo o que querem, mas o que podem), além de tomar decisões em que se usa muito mais a razão do que a emoção.

CONSEQUÊNCIAS: quando uma pessoa passa para o nível de INVESTIDOR, aumenta suas chances de agarrar oportunidades e supera as adversidade de maneira menos sofrida. E com o passar do tempo, vai assumindo cada vez mais controle sobre a própria vida, não precisando se sujeitar às circunstâncias.

O POUPADOR

Na escala hierárquica da educação financeira, o poupador estaria um nível abaixo do investidor.

Suas principais características são um certo controle do orçamento, o medo de fazer dívidas, conseguindo guardar dinheiro na Caderneta de Poupança sempre que possível.

O poupador não se configura como uma pessoa consumista, mas também não possui habilidades para fazer o dinheiro render de maneira adequada, nem seus objetivos de curto, médio e longo prazos são muito claros.

CONSEQUÊNCIAS: em geral, os poupadores não são bons em acumular patrimônio, principalmente quando o assunto é aposentadoria. Sempre têm um dinheirinho guardado na poupança, para emergências, e apesar de esse ser um bom hábito, não é suficiente. Um poupador dificilmente conseguirá a independência financeira.

O ZERO A ZERO

O denominado “zero a zero” é aquele tipo de pessoa que termina o mês sempre empatado. Tudo o que ganha, gasta.

Faz algumas dívidas e quase sempre consegue pagá-las. Mas quando o assunto é GUARDAR DINHEIRO, esse parece ser um sonho distante. Na verdade, está no aguardo de chegar o dia em que ganhará o suficiente para poder começar a poupar.

Devido ao total descontrole das finanças, o “zero a zero” costuma ter a percepção que o dinheiro some rapidamente da conta e não entende como.

CONSEQUÊNCIAS: o principal problema desse perfil está naqueles momentos em que situações de gastos inesperados acontecem, como por exemplo um conserto no carro ou reforma na casa. Por não ter mais espaço no orçamento para esses fins, acaba se endividando e caindo na situação do próximo perfil a ser descrito.

O ENDIVIDADO
Nesse, que é o menor nível hierárquico sob a ótica da educação financeira, algumas características são bastante comuns: maus hábitos financeiros, decisões emocionais, consumismo, falta de clareza de objetivos, nenhum controle sobre receitas e despesas, dentre outras.

Geralmente entra nesse grupo pessoas que eram “zero a zero”, acreditam que só comprando parcelado podem ter alguma coisa na vida, até que algo acontece e perde as rédeas das próprias finanças.

O ENDIVIDADO paga juros estratosféricos para bancos e financeiras, vive uma cotidiana angústia por querer ter mais do que é possível e muitas vezes perde o pouco que conseguiu conquistar na vida, devido às dívidas.

CONSEQUÊNCIAS:  quando se perde o controle das finanças, fatalmente isso acabará trazendo problemas na vida profissional, pessoal e familiar. A autoestima se deteriora a cada dia e as perspectivas de futuro ficam bastante nebulosas.

CONCLUSÃO
O objetivo do presente artigo foi melhorar sua compreensão sobre as próprias finanças, à medida que pôde refletir qual dos perfis apresentados mais se aproxima à sua realidade.

Se você não chegou ao ponto de se classificar como INVESTIDOR, saiba que sempre é tempo para corrigir os rumos da própria vida.

Os juros vão subir ainda mais. O que fazer?

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Introdução

A taxa de juros básica da economia, a SELIC, têm aumentado nos últimos meses e parece que esse ciclo de alta vai permanecer por mais algum tempo. A consequência é que outras taxas da economia, relacionadas a investimentos e empréstimos/financiamentos também acabam sendo afetadas.

Nesse contexto, o presente artigo buscará demonstrar quais os reflexos de tal cenário, para o seu bolso, e dar algumas dicas sobre o que fazer – e o que não fazer – para que suas finanças sejam bem administradas.

Tombini e a ata do Copom

Basicamente, quem decide se a meta da taxa SELIC irá aumentar ou diminuir é o Comitê de Política Monetária, o COPOM. Esse Comitê é capitaneado pelo presidente do Banco Central Alexandre Tombini, que fez um discurso, em evento realizado dia 01/07/2015, dando um tom de que as elevações da SELIC ainda devem continuar (ver íntegra do discurso aqui).

Na verdade, desde a ata da última reunião do COPOM, divulgada dia 03/06/2015, o mercado já vem considerando a hipótese de que a taxa continuará subindo (confira reportagem). Isso pode se dar já nessa próxima reunião, dia 28/07/2015, e a tendência é que os juros altos permaneçam também em 2016 (fonte).

O principal motivo dessa política monetária contracionista é o temor de que venhamos a perder o controle da inflação. E esse medo não é em vão. A meta inflacionária para 2015, estipulada em 4,5%, está com estimativas de que seja próxima de 9% este ano (IPCA).

Como a inflação é uma péssima aliada da economia, saiba as razões nesse artigo que escrevi sobre o assunto, você verá seguidos aumentos e/ou manutenção de uma alta taxa SELIC no futuro, até que se consiga frear a subida dos preços na economia.

Resumindo, nesse artigo não estou especulando ou fazendo grandes exercícios de futurologia quanto ao que vai acontecer com a taxa SELIC. Muito pelo contrário. Quando digo que altas taxas de juros permanecerão num período de tempo considerável, estou simplesmente amparando-me em declarações do próprio presidente do Banco Central e nas expectativas do mercado.

Aí uma pergunta surge: por que é preciso dar atenção à trajetória da taxa de juros no futuro, quando falamos de finanças pessoais?

É o que veremos nas próximas linhas.

Por que ficar de olho na SELIC?

A meta estipulada para a taxa SELIC influencia todo o andamento da economia.

Veja alguns exemplos:

– com a expectativa de aumento da taxa SELIC no futuro, algumas modalidades de títulos do governo, aqueles mesmos negociados via Tesouro Direto, acabam tendo sua remuneração afetada positivamente, ficando mais atrativas para o investidor;

– as empresas, ao tomar decisões entre investir no próprio negócio ou aplicar seu dinheiro no mercado financeiro, prefere este último quando as taxas de juros estão altas. Logo, com menos investimentos, o país para de crescer, tende a aumentar o desemprego, e esse cenário de diminuição da riqueza segura de certa forma a inflação – que é o objetivo final de tal política monetária;

– com o país crescendo menos, muitas empresas acabam sendo negativamente afetadas, fazendo com que o mercado de ações também se torne uma alternativa cada vez mais arriscada. Mas há quem diga ser essa a melhor hora de entrar comprando ações até que as coisas melhorem e se consiga ganhar um bom dinheiro tendo comprado na baixa;

– uma elevação na SELIC aumenta tanto a remuneração de outras renda fixas, como as atreladas ao CDI, como também os juros cobrados em empréstimos e financiamentos. Veja o efeito “perverso”: a elevação dos juros prejudica muito aqueles que compram apenas parcelado e beneficia os poupadores;

– quanto mais alta a SELIC, menos atrativa se torna a Caderneta de Poupança, que possui sua remuneração atrelada à TR, que perde de longe para os aumentos, por exemplo, verificados nos títulos do Tesouro Direto.

O que fazer nesse cenário?

No dia em que escrevo o presente artigo, julho de 2015, a meta SELIC está em 13,75% ao ano, a maior de 23 países analisados nesse site.  Ou seja, o país, no atual cenário, se configura como um ótimo lugar para investir em renda fixa e um péssimo local para se emprestar dinheiro e fazer financiamentos.

Vejamos algo mais prático, analisando a tabela de preços e taxas do Tesouro Direto – clique aqui para conferir o site em que essas informações estão disponíveis.

 

Começando a análise com os títulos prefixados, veja que para vencimento 2018 a taxa está em 13,20% ao ano, e para vencimentos posteriores, esse valor decresce, até chegar em 12,57% ao ano no vencimento 2025.Cabe dizer que não é tão simples pegar a remuneração de um prefixado e comparar diretamente com a Poupança, devido a algumas especificidades do Tesouro Direto, mais especificamente no que tange à marcação a mercado. Mas… façamos tal comparação mesmo assim.

Se pegarmos a remuneração da Caderneta de Poupança em julho de 2015, verá que está próxima de 0,7% ao mês (0,5% + TR). Anualizando essa taxa chegamos próximos a 8,7% ao ano.

Pensando num período de 3 anos de investimento, o título prefixado, vencimento 2018 e taxa de 13,2% ao ano, daria um retorno total de 45%. Descontando o imposto de renda de 15%, teríamos uma rentabilidade líquida próxima de 38,3%. Já a Caderneta de Poupança, supondo que renda os 8,7% ao ano calculados, ao longo de 3 anos, teria uma rentabilidade de 28%.

Ou seja, quanto maiores as taxas de juros, menos atrativa fica a Poupança.

Mostra-se igualmente importante dizer que nem todo título público, negociado no Tesouro Direto, reage de maneira igual às oscilações da taxa de juros. Não entrando muito a fundo nesse assunto, de maneira geral, se você espera que a taxa SELIC vá continuar subindo, títulos indexados à SELIC são a melhor opção. Caso espere que a taxa SELIC tenha chegado ao seu limite máximo e vá começar a cair, os prefixados se tornam a melhor pedida.

Se deseja ir mais a fundo nesse assunto, clique aqui.

É importante ressaltar que essas taxas são negociadas no mercado de títulos e correspondem às expectativas do mercado. Dado que o futuro é bastante incerto, essa tabela talvez seja a melhor informação disponível quanto ao futuro da taxa Selic, dada as informações atualmente disponíveis.————————

Mas se por um lado, uma SELIC elevada faz com que os investimentos em títulos do governo se sobressaiam, do lado de quem usa dinheiro dos outros e paga juros, o cenário é caótico.

Os juros do cartão de crédito, para quem entra no rotativo, estão no maior nível em 16 anos, passando dos 300% ao ano (fonte). Os juros cobrados de pessoas físicas no mês de maio foi para 57,27% ao ano, sendo o maior valor desde que a série histórica teve início (fonte). O cheque especial já chegou aos 232% ao ano e financiamentos de veículos subiu para 27,1% (fonte).

Portanto, minha dica, mais do que nunca é: INVISTA EM EDUCAÇÃO FINANCEIRA. E para mudar seu comportamento, passando de devedor para investidor, aconselho que faça a primeira etapa gratuita do meu curso MUDANÇA DE HÁBITOS FINANCEIROS, clicando aqui. Não deixe para depois e comece sua transformação pessoal/financeira desde já.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A seguir, gostaria de tecer algumas considerações importantes, para que essa perspectiva de manutenção da taxa SELIC em níveis elevados, por um bom período de tempo, não afete seu bolso de maneira negativa.
– Taxa de juros alta trava o crescimento do país. Isso pode gerar um aumento no desemprego
o país cresce menos, tudo piora. Logo, eduque-se financeiramente;– Aproveite as altas taxas de juros para se educar a não mais fazer empréstimos/financiamentos;

– Ao mesmo tempo, aprenda a investir em ativos atrelados à SELIC, como o Tesouro Direto;

– No Tesouro Direto, tome ciência sobre como escolher os títulos. Para tomar boas decisões leve em consideração não só a taxa básica de juros, mas também a inflação. Aprenda como fazer tal análise clicando aqui.

– Não se omita. Busque aprender como variáveis econômicas podem afetar seu bolso e faça delas uma aliada. Educação Financeira é a melhor saída para isso.É isso aí.

Boa sorte em suas finanças e vida pessoal!

Sete destinos baratos para viajar (mesmo durante a crise)

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Postado Originalmente por finançasfemininas – Por Vanessa Macagnan

Não se fala em outra coisa além da crise, o que nos deixa inseguras quanto a gastar o nosso suado salário, não é mesmo? Se você leu minha coluna anterior (clique aqui) verá que, com planejamento e organização, ainda é possível sim fazer uma sonhada viagem ao exterior. Nessa coluna de hoje, vou dar algumas dicas de destinos onde o nosso Real ainda vale mais para você começar 2016 já planejando as próximas férias!! Vamos lá?

Bolívia

Calma! Não torça o nariz antes de ler o que tenho a dizer sobre o país! O maior deserto de sal do mundo, Salar de Uyuni,  localiza-se na Bolívia, num passeio que dura 3 dias e contempla também a Laguna Colorada, flamingos e paisagens deslumbrantes que vem atraindo a atenção de muitos viajantes antenados. Esse passeio inclui transporte, guia, hospedagem e alimentação, e cheguei a ver tours que custavam cerca de US$ 100, mas é importante pesquisar bastante as condições oferecidas por cada agência de viagem e esclarecer todas as suas dúvidas antes.

Uma vez na Bolívia, por que não conhecer o mais alto lago navegável do mundo? Sim, estou me referindo ao Titicaca! Um passeio a Copacabana e Isla del Sol, onde você chega navegando pelo rio,  devem ser incluídos no seu roteiro ao país!

As hospedagens e passeios são muito mais baratos do que outros destinos da América do Sul, incluindo Brasil – fique antenada nos preços das passagens para La Paz e pesquise sobre a Bolívia! Você vai se surpreender!

Argentina

Nosso país hermano oferece sempre muitas opções bacanas de restaurantes, atividades culturais e compras! E o melhor: por ser muito procurado e, consequentemente, ter bastante ofertas de voos, vira e mexe me deparo com promoções de passagens aéreas que chegam a ser mais baratas do que muitas capitais brasileiras. Dica: Fique de olho nos sites das companhias aéreas, muitas fazem promoções da madrugada de sexta para sábado e, numa dessas, você pode barganhar um bom desconto.

Difícil vai ser resistir aos vinhos, doce de leite e não pagar excesso de bagagem, não é mesmo?

Uruguai

Outro país aqui do ladinho, que, assim como a Argentina, frequentemente tem passagens com preços bastante acessíveis. Além da capital Montevideo, muitos turistas gostam de estender sua viagem a histórica cidadezinha de Colonia del Sacramento, um dos Patrimônios Culturais da Humanidade, que encanta os visitantes.

No verão, Punta del Este fica lotada de turistas, que, além de curtirem a praia, aproveitam também os cassinos, que são legalizados no país!

Praga

Se você não abre mão de ir pra Europa mas se arrepia apenas ao ver a cotação do Euro, países localizados ao leste do continente podem te surpreender! Eu conheci Praga e, na época em que pesquisava hospedagem, um hotel de 4 estrelas na cidade equivalia ao preço de um de 2 estrelas em Paris, por exemplo!

A cidade é linda, conhecida como a Paris do Leste, ostenta o magnífico castelo de Hradcany e é um excelente destino para amantes da música clássica. Passeios e alimentação também são muito mais em conta do que em outros destinos europeus.

Todas as minhas dicas de Praga você encontra aqui.

Camboja

Eu sou louca para conhecer o Sudeste Asiático! Camboja é um país que foi assolado pela Guerra Civil e hoje tenta se reenguer. Com uma fascinante cultura milenar, Camboja surpreende pelos seus templos (destaque para Angkor Wat), praias bem menos concorridas do que a vizinha Tailândia e gastronomia que mistura diversos tipos de ervas, molhos, a preços extremamente baratos se compararmos com nosso custo aqui mesmo no Brasil.

Tailândia

O caro aqui é a passagem aérea: já hospedagem, alimentação e passeios tem um preço bem amigo. Quem não sonha em conhecer as ilhas Koh Phi Phi, que ficaram super famosas depois do filma A Praia, com Leonardo DiCaprio? O que não faltam no país são praias paradisíacas, templos, sem contar na agitação da capital Bangkok! Um país com tanta diversidade e beleza , que vem atraindo cada vez mais e mais turistas! Aproveite enquanto os preços ainda permitem.

Índia

Concordo que não é lá um país muito “fácil”, e que pode causar um certo receio em virtude de recentes escândalos de estupro coletivo. Apesar de eu ser bastante cuidadosa e me preparar para cada viagem que faço, eu confesso que não iria à Índia sozinha ou com amigas – acho mais prudente ir na companhia do marido/namorado/amigo/irmão, enfim, além de evitar roupas curtas apesar do calorão que faz no país.

O fato é que a Índia é um país em que gasta-se pouco com alimentação, transporte, hospedagem e oferece ao visitante uma cultura extremamente diferente da nossa e templos lindíssimos, como o Taj Mahal, Templo Dourado e o intrigante rio Ganges, sagrado para os indianos.

 

Quanto dinheiro preciso para começar a investir?

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Postado Originalmente em dinheirama.com

 

Quanto dinheiro preciso para começar a investir em ações, fundos imobiliários, dólar, e também em planos de previdência? Confira essas dicas.

Vamos analisar quanto de dinheiro precisamos para investir em outros tipos de ativos, como ações, fundos imobiliários, dólar e também em planos de previdência.

Ações

Não existe valor mínimo para investir em ações, pois é possível comprar ações com valores bem baixos no mercado fracionário (com menos de R$ 30). Mas alguns aspectos atrapalham os pequenos investidores. Assim, apresentamos dois critérios objetivos que ajudam o investidor (por mais iniciante que seja) a fazer suas próprias análises.

1. Custos de transação e custódia

Eles variam de corretora por corretora e podem comprometer substancialmente os retornos.

A taxa de corretagem é cobrada pela corretora nas ordens de compra e venda das ações e geralmente são fixas em operações executadas pelo home broker (plataforma online da corretora), ou seja, independem do valor. Corretoras baratas cobram em torno de R$ 10 por ordem. Já a taxa de custódia é cobrada mensalmente do investidor que possui ações, opções, fundos imobiliários ou ETFs em custódia. Corretoras baratas costumam cobrar em torno de R$ 10 ao mês e algumas isentam a taxa dependendo da quantidade de operações no mês.

Supondo que sua corretora cobre R$ 10 por ordem de compra e outros R$ 10 por ordem de venda, já são R$ 20 de custos para entrar e sair de uma ação. Nesse contexto, pense que ao aplicar cerca de R$ 2.000,00 você irá deixar 1% na mão da corretora. Consideramos um valor alto, mas veja que esse 1% não invalida um investimento que pode vir a render 10% ou até 100% a longo prazo; mas é algo que precisamos analisar.

Se você pode aproveitar ganhos de escala, aproveite. Assim, caso comece com R$ 2.500,00, quando conseguir investir mais em ações terá o efeito da taxa de custódia diluído por um montante maior aplicado (ex: R$ 10 de taxa de custódia para um valor investido em ações de R$ 2.500,00 representa 0,4% ao mês, já para R$ 10 mil representa apenas 0,1%).

2. Lote padrão de negociação

O lote padrão é composto por 100 ações, e  possui muito mais liquidez que o mercado fracionário (quantidades menores do que 100 ações), pois existe uma quantidade maior de compradores e vendedores. Assim, há maiores chances de se conseguir preços melhores negociando o lote padrão. Graças aos custos de transação, e também à liquidez do mercado, é melhor comprar ações em lotes múltiplos de 100.

Para o pequeno investidor de ações que não conseguir diversificar sua carteira com pelo menos 4 ações de empresas diferentes no lote padrão, uma solução pode ser o investimento em BOVA11. Por ser um ETF (Exchange Traded Funds), que são fundos de índices negociados na bolsa, o seu lote padrão é de apenas 10 cotas. Quando escrevo este texto, o preço de BOVA11 (Fundo do índice Ibovespa) está em torno de R$ 45,00, sendo possível negociar múltiplos de apenas R$ 450 no lote padrão. Como o fundo tem em sua carteira as empresas de maior representatividade da Bolsa (mais de 60) seu risco é menor do que o de comprar papéis de apenas uma empresa. Ganhamos com a “diversificação”.

Observação sobre ETF: Esta é a sigla de “Exchange Traded Funds”, que são fundos de índices negociados na bolsa. Ou seja, um fundo de investimento que investe em um índice de ações. Por exemplo, ao investir no BOVA11, você está investindo em um ETF que investe nas ações que compõem o índice Ibovespa. Dessa forma, terá investido em várias ações sem precisar comprar lotes de cada uma delas.

Fundos Imobiliários

Nos Fundos Imobiliários também incidem as taxas de corretagem e custódia que se aplicam as ações. Por isso, de igual forma, recomendamos investimentos acima de R$ 2.500,00.

Nos chamados FIIs, apesar de o preço da cota ser geralmente maior que o preço das ações, o lote padrão de negociação é de apenas uma cota. Assim, não há necessidade de compra em múltiplos de 100. Você pode comprar por exemplo 25 cotas de um fundo imobiliário cuja cota vale R$ 100.

Dólar

Para o investimento em dólar, recomendamos aplicações via fundos cambiais. Entendemos que este é o caminho mais fácil, mais prático e mais seguro do que a compra do dinheiro em espécie, via corretoras de câmbio, ou compra dos chamados contratos futuros na BM&F.

Por meio de corretoras de valores independentes você poderá ter acesso à fundos cambias que exigem apenas R$ 1.000,00 de investimento inicial e que cobram taxas de administração menores que os fundos cambiais dos grandes bancos. Consideramos 1% ao ano (ou menos) uma taxa adequada para o fundo cambial.

Você pode também comprar papel moeda, mas se atente ao valor cobrado pela corretora de câmbio e pesquise em mais de uma casa, para evitar pagar um spread (diferença de valor) muito alto para o dólar comercial do dia.

A compra de dólares funciona como instrumento de diversificação e proteção da carteira contra uma eventual (e possível) deterioração adicional da economia brasileira, além da continuidade do aumento dos juros nos Estados Unidos (que já se iniciou). A posição em moeda norte-americana pode ser de até 10% da totalidade dos seus investimentos.

Previdência

Os planos de previdência geralmente possuem custos maiores que os outros tipos de aplicações, pois além da remuneração da administradora do fundo há a remuneração da seguradora, o que acaba afetando o retorno do investimento.

Os planos de previdência investem através de fundos de investimento, que podem ser de renda fixa ou multimercado (com no máximo 49% do patrimônio em renda variável). Por isso, há cobrança da taxa de administração do fundo e também podem ser cobradas as famosas (e detestáveis) taxas de carregamento, que incidem sobre as contribuições na entrada, na saída ou portabilidade do plano.

Dessa forma, recomendamos um investimento inicial acima de R$ 30 mil, pois com valores baixos nos grandes bancos (BB, Caixa, Bradesco e Itaú) você pagará taxas muito altas que afetarão diretamente os resultados de seu investimento.

Por exemplo, analisando o site do Itaú, se você optar pelo “Itaú VGBL Proteção Familiar”, de aplicação inicial mínima de R$ 70 e que investe em um fundo de renda fixa, a taxa de administração cobrada será de 3% ao ano (muuuuuito maior que a taxa de 0,3% do Tesouro Direto). A taxa de administração alta afeta bastante a rentabilidade. Esse fundo gerou retorno de apenas 72% do CDI nos últimos 12 meses, bem abaixo dos 97,9% do CDI que conseguiria aproximadamente no Tesouro Selic.

Isso sem contar a taxa de carregamento do VGBL cobrada na entrada, que para valores abaixo de R$ 9.999,99 é de 3,5%. Ou seja, se você aplicou R$ 100, na verdade apenas R$ 96,50 vão ser investidos no fundo.

Saiba mais: Veja como investir no Tesouro Direto e fique rico a cada dia

Por isso, sugerimos o seguinte: se optar por um plano de previdência, faça o investimento em um plano corporativo (caso a empresa onde você trabalha ofereça essa opção). Será melhor ainda se a empresa também contribuir com uma parte, pois em planos coletivos a empresa consegue negociar taxas bem melhores ao seu grupo de funcionários.

Caso você não tenha acesso à um plano de previdência corporativo e mesmo assim opte pela previdência, sugerimos investir via uma seguradora independente, pois você conseguirá acesso a um fundo de renda fixa que cobra taxa de administração de 1% a.a.  Além disso, terá acesso a fundos de diversas gestoras. Para comparar, pesquisamos no site do Itaú e para ter acesso à um fundo de renda fixa com taxa de administração de 1% ao ano, o “Itaú Uniclass VGBL Premium RF”, é necessário aplicação inicial de R$ 750 mil (sim, você leu certo: setecentos e cinquenta mil reais) e tem oferecido retorno próximo de 91% do CDI nós últimos anos.

Voltando a comparar com o Tesouro Selic, que você compra com cerca de R$ 75,00, como mostramos na parte 1 deste texto, a diferença na rentabilidade ainda é muito favorável ao Tesouro Selic, que você pode adquirir pagando taxa de somente 0,3% ao ano.

Finalizando, a previdência possui alguns benefícios, como:

  • Imposto de renda de apenas 10%, para aplicações de mais de 10 anos, no regime tributário regressivo;
  • Possibilidade de dedução de IR (até 12% da renda bruta anual) com PGBL na declaração completa do imposto de renda;
  • Isenção de come-cotas;
  • Na sucessão: facilidade de transmissão aos beneficiários, pois a aplicação não entra em inventário e pode em alguns casos evitar o pagamento de ITCMD (imposto sobre herança);
  • Proteção patrimonial: o cotista do fundo não é o cliente final.

Espero que você tenha gostado!

Antes de encerrar, saiba que caso opte por investimentos em renda variável (se essa opção for adequada ao seu perfil), utilize uma pequena parte de seu patrimônio para esta finalidade. Dizemos isso porque com a alta taxa de juros que temos no Brasil hoje (Selic a 14,25% ao ano), é possível obter ótimos retornos sem correr tantos riscos. Portanto tenha maior exposição à renda fixa (no mínimo 80% da carteira) e aproveite! Clique aqui e saiba mais sobre o Tesouro Direto.

Até a próxima!

Nota: Esta coluna é mantida pela Empiricus, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

 

 

Como cuidar do dinheiro sem complicações

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Postado Originalmente financasfemininas.uol

Pense na sua vida financeira: você sabe cuidar do seu dinheiro? Você organiza seuorçamento com o cuidado que deveria? Faz as suas contas mensais para saber se está entrando no vermelho e o que pode cortar das despesas para economizar? Avalia com calma os investimentos disponíveis no mercado para aplicar suas economias? Se as respostas não foram “sim” para tudo, você não está sozinha.

Já parou para pensar por que tantas vezes você sente preguiça de cuidar do seu dinheiro, mesmo sabendo da importância que ele tem para a concretização dos seus planos? A situação parece como uma festa em casa, todo mundo adora passar a noite comendo e bebendo maravilhosamente bem, mas depois ninguém quer encarar a louça suja. Ter os bolsos cheios de dinheiro é a parte da festa, mas em nossa mente a organização é como lidar com a louça do dia seguinte. Isso não passa de um preconceito, na verdade, cuidar do dinheiro não precisa de forma alguma ser um bicho de sete cabeças. É sobre isso que vamos falar hoje!

Somente o dinheiro não é capaz de resolver seus problemas financeiros

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Postado Originalmente em financasforever

O seu sonho é ser rico? Nós já falamos sobre isso neste post aqui, mas ter uma fonte de renda generosa todos os meses envolve também evitar problemas financeiros ao administrar seu patrimônio. Afinal, por mais dinheiro que você faça trabalhando e investindo, há sempre a necessidade de controlar gastos e saber exatamente a melhor forma de administrar o seu dinheiro. Disciplina financeira é uma habilidade que devemos adquirir com o tempo e por meio de muito planejamento, organização e controle. Quer saber como colocar isso em prática e resolver seus problemas financeiros? Confira nossas dicas:

Saiba exatamente quanto ganha e quanto gasta todo mês

Isso pode parecer uma dica sem muita originalidade, mas você se surpreenderia com o número de pessoas que gastam sem controle, muitas vezes indo bem além daquilo que recebem no mês. Para ter disciplina financeira, é preciso saber exatamente quais são seus gastos e fontes de renda. Só assim é possível ter noção exata de sua situação financeira e começar a economizar.

Guarde uma parte do dinheiro já no início do mês

E por falar em economia, nada de esperar chegar o final do mês para aplicar em seus investimentos e guardar um pouco de dinheiro. Se você deixa para poupar apenas o que sobrar, é bem provável que você não conseguirá poupar nada. Ter um colchão financeiro com o qual contar é imprescindível, por isso aproveite para fazer isso assim que recebe. Trace uma meta (por exemplo, 15% de sua renda) e invista assim que estiver com dinheiro em conta. Dessa forma, você evita a tentação de gastar esse dinheiro em outras coisas.

Priorize seus gastos para resolver de vez seus problemas financeiros

Aprenda a priorizar as contas e gastos mais importantes. Por exemplo, se você está endividado, aproveite para solucionar primeiro esse problema antes que ele vire uma bola de neve. Em vez de fazer compras desnecessárias e aumentar ainda mais suas dívidas, priorize a quitação das dívidas atuais e saia do vermelho. Quer dicas sobre como fazer isso? Confira este nosso outro postclicando aqui.

Antes de comprar, pergunte-se: “preciso mesmo disso?”

É muito comum comprarmos por impulso, mas uma rotina de vida consumista não é (e nunca será) a melhor forma de resolver seus problemas financeiros. Por mais que você tenha uma boa fonte de renda todos os meses, é preciso comprar o que você realmente precisa, deixando algumas economias para o futuro. E uma estratégia inteligente para lidar com as compras é por meio da comparação de preços. Compare, pesquise e reflita sobre suas necessidades antes de concluir uma compra. Assim, fica mais fácil administrar seus gastos.

Evite parcelar suas compras

Compras parceladas são grandes inimigas de quem está tentando resolver seus problemas financeiros. E o cartão de crédito é o mais usado nessas horas. Para evitar endividamentos desnecessários, procure comprar à vista sempre que possível, utilizando o cartão de crédito de forma mais inteligente. Quer mais dicas sobre como utilizar corretamente o cartão de crédito? Veja o nosso post aqui.

Utilize a tecnologia a seu favor

Não negligencie o que a tecnologia pode fazer por você! Esqueça as planilhas financeiras do Excel e experimente aplicativos como o Meu Dinheiro Web, por exemplo, que podem te ajudar a mapear gastos, traçar metas financeiras, identificar áreas problemáticas em suas contas pessoais, entre outras funções.

Invista em bem-estar e saúde

Investir em atividades que te trazem saúde física e mental é essencial para evitar doenças, se manter produtivo e garantir o melhor uso possível de seu patrimônio. Por essa razão, não deixe de fazer esportes e de alocar tempo e dinheiro para atividades de lazer com a família e com seus amigos. Essas são formas de se manter jovem e motivado(a) para trabalhar e ter mais qualidade de vida!

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