Month: janeiro 2016

O que esperar do Dólar em 2016? Ele vai mesmo bater R$5,00?

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Postado Originalmente em dinheirama.com – Por José Castro

 

O ano de 2016 se inicia e já somos questionados com frequência nas mesas de operações da corretora pelos clientes a respeito do dólar. A pergunta se repete: “O dólar vai subir mais ou vai cair”? Na realidade esta é uma pergunta impossível de responder com 100% de certeza – seria irresponsabilidade afirmar o “caminho” neste sentido.

Para entendermos mais sobre este assunto, primeiro precisamos saber por que o dólar sofre variações do seu preço e também quais são os motivos (internos e externos) que causam esta oscilação tão comentada no mercado e nos jornais, e que afeta diretamente nossa economia e empresas.

Qual o motivo do dólar sofrer tantas variações?

A variação na cotação do dólar nada mais é do que o resultado da entrada e saída desta moeda no país; por exemplo, grande parte dos investimentos realizados por outros países no Brasil é feito em dólar, seja para comprar ativos na bolsa de valores, investimentos diretos, pagamento para empresas exportadoras e por aí vai.

Quando entra no país, este dinheiro é convertido para Real e estes dólares ficam guardados sob controle do Banco Central (reservas) ou com instituições financeiras que intermedeiam estas operações de remessas vindas do exterior.

Quanto mais recursos em dólares entram no Brasil, maior é a quantidade de moeda estrangeira circulando. Ora, se temos uma quantia grande desta moeda entrando e pouca saindo, a oferta supera a demanda, pressionando a cotação do dólar para baixo (o dólar fica mais barato).

Se por algum motivo há uma saída maior do que a entrada, isso significa que as pessoas estão comprando mais dólares do que vendendo, o que causa o efeito contrário: demanda maior que oferta e, por consequência, a valorização do dólar frente ao real (o dólar fica mais caro).

Este mecanismo que permite a livre negociação da moeda é chamado de câmbio flutuante. Ainda que os preços oscilem de forma livre, o sistema muitas vezes sofre interferências através do Banco Central que pode realizar leilões de venda ou compra de dólares para intervir nas cotações com o objetivo de estabilizar o preço da moeda.

A dinâmica que influencia o dólar

Agora que já entendemos o porquê da oscilação do Dólar, precisamos ter claro o que motiva este movimento no mercado. Para receber investimentos externos, o país precisa ter uma combinação atrativa de risco-retorno para quem investe.

Explico de outra forma: se eu sou um investidor americano e pretendo comprar participação de uma empresa brasileira, vou levar em conta a estabilidade econômica e política desta região, a legislação e outros aspectos inerentes aos negócios no país. Farei isso justamente para ter a certeza de que o meu dinheiro terá uma rentabilidade adequada frente ao risco, não correndo perigo de perder dinheiro em um negócio mau feito.

Outro tema que atrai ou não recursos para o país é a taxa de juros, e temos o Brasil como um exemplo clássico de país que faz grande uso deste instrumento de política monetária. Hoje temos uma das taxas de juros mais altas do mundo, 14,25% a.a., enquanto que em países como EUA a taxa está em 0,5% a.a.

Nossa taxa torna o país mais atrativo para investimentos em títulos do governo, e a taxa elevada justifica o risco Brasil. Quando o Banco Central eleva a taxa de juros, ele não está apenas freando o consumo para conter a inflação, ele está também atraindo capital externo que pressiona a cotação do dólar para baixo, influenciando também na inflação, pois produtos importados ficam mais baratos.

 

Porém, se o país passa por crises econômicas, políticas e perde grau de investimento (que é visto como selo de bom pagador e representa segurança), ele fica muito arriscado na visão dos investidores. Nestes casos, é natural haver fuga de capital desta economia para outras mais seguras, causando valorização do dólar e outras moedas. O Brasil vive algo assim neste momento.

Mas, e aí, o dólar vai subir ou vai cair?

Segundo o Relatório Focus, divulgado no dia 15/01/2016 pelo Banco Central, as instituições financeiras pesquisadas projetam a cotação da moeda a R$ 4,25 em 2016. Alguns analistas acreditam que a moeda possa chegar a R$ 5,00.

Preciso reforçar: é impossível prever com exatidão qual será a variação do dólar no futuro, já que são inúmeras variáveis que podem gerar oscilação no câmbio. No entanto, sempre podemos analisar fatores que contribuem para isso.

Nos últimos doze meses, o dólar valorizou algo em torno de 60%! Dificilmente teremos uma alta da mesma magnitude, inclusive porque os nossos juros ainda devem subir um pouco em 2016 (projeta-se algo em torno de 15,25% a.a.), o que atrairá capital externo para o país.

Sim, é verdade que a elevação dos juros nos Estados Unidos estimula movimentos de fuga de dólares para lá, mas a elevação será pequena e gradual, o que não deverá causar uma saída tão acelerada de dinheiro para o país.

Atualmente o Brasil está “mau na foto” e teremos um ano difícil pela frente, porém alguns economistas acreditam que peças já vão se encaixar em 2016, o que deverá trazer a inflação para níveis mais baixos ao mesmo tempo em que provocará uma reação (lenta) do PIB.

Claro que as incertezas políticas e o risco de mais rebaixamentos podem causar desconfianças, pressionando fortemente o dólar para cima (aqueles R$ 5,00 de alguns analistas), mas dificilmente veremos uma elevação tão expressiva como nos últimos 12 meses. Certeza sobre isso, ninguém tem.

 

Como Mudar a Mentalidade, Opiniões e Hábitos de Parentes e Amigos.

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Postado Originalmente em clubedospoupadores – Leandro Ávila

A mudança de maus hábitos é um processo possível quando a pessoa tem consciência do mau hábito, tem convicções fortes de que precisa mudar e tem força de vontade para promover a mudança. Quando a pessoa não tem consciência, não está convencido de que precisa mudar ou não tem força de vontade é praticamente impossível que qualquer esforço externo gere resultados.

O homem já descobriu como modificar a matéria, já descobriu como modificar o código genético dos seres vivos, mas ainda não descobriu como ajudar alguém que não quer receber ajuda. Ainda não sabemos como modificar a mentalidade, opiniões e hábitos de uma pessoa que não está disposta a mudar.

Desde a formação dos primeiros grupos humanos, quando vivíamos dentro de cavernas, as pessoas tentam mudar a mentalidade das outras. Com esse objetivo desenvolvemos a linguagem, a escrita, o papel, livros, rádio, televisão e internet. As religiões surgiram com seus mandamentos e os filósofos com suas teorias que depois se tornariam o que chamamos de ciência.

Infelizmente, nem os livros, nem as religiões e muito menos a ciência é capaz de mudar alguém que não quer mudar. É devido a essa característica humana que existem tantas guerras. Quando você tenta impor a sua visão de mundo, (de maneira forçada) isso se transforma em conflitos. Esses conflitos podem ter proporções familiares e, em alguns casos, podem ter proporções mundiais (gerando as guerras).

O único caminho para mudar a mentalidade de alguém é através da paciência. As pessoas não mudam com palavras lidas ou ouvidas. Elas só mudam com palavras vividas. Elas mudam depois que passam por suas próprias experiências e conhecem bons exemplos a serem seguidos. Isso leva muito tempo, muitas vezes pode levar uma vida inteira. Para quem acredita em múltiplas existências, pode demorar muitas vidas.

A origem desse problema esta na visão de mundo que cada um carrega. Cada pessoa tem uma coleção diferente de experiências que formam uma bagagem. No meio de uma multidão não existem duas pessoas iguais, pois cada uma carrega dentro de si uma bagagem de experiências, observações, informações e conhecimentos. Cada pessoa acaba enxergando o mundo de uma maneria totalmente diferente da outra.

Por mais óbvio que possa parecer a ideia de que não podemos gastar tudo que ganhamos, que devemos guardar um pouco para o futuro, que devemos acumular patrimônio e não dívidas, que devemos ter prudência, que devemos ter reservas, que devemos ser organizados financeiramente, existem pessoas que não acreditam em nada disso. Ela possuem várias crenças, motivos, desculpas, lembrança que justificam a maneira como enxergam a realidade. Muitas vezes as pessoas criam realidades paralelas.

O problema fica mais grave quando estas pessoas encontram muletas. As muletas são parentes e amigos que vão oferecer ajuda impedindo que a pessoa aprenda a andar com as próprias pernas. Impedindo que a pessoa sofra as consequências da visão de mundo que ela está carregando (sofrimento educativo).

Imagine como seria trágico se todos os pais resolvessem presentear os filhos pequenas com muletas quando estivessem aprendendo a andar. Sem experimentar e sem cair para poder levantar é impossível aprender a andar. As pessoas precisam aprender a andar com as próprias pernas e não com as muletas.

Já mostrei esse vídeo em outros artigos. É importante mostrar novamente para que você entenda que as pessoas que te rodeiam não compartilha a sua visão da mundo. Mudar essa visão de mundo é um processo demorado e trabalhoso. A pessoa precisa querer mudança e para desejar essa mudança ela precisa ter as próprias experiências. Só assim ela poderá validar ou refutar suas crenças.

Precisamos ter paciência para entender que nem todo mundo está preparado para uma mudança de mentalidade. A maioria dos meus amigos e parentes não sabe que realizo esse trabalho de educação financeira aqui no Clube dos Poupadores. Os poucos que sabem não entendem a magnitude. Não perco energia tentando ensinar para quem não quer aprender, convencer quem já está convencido, ajudar quem não deseja ajuda, falar para quem não quer ouvir. Isso só me transformaria em um chato.Se você tentar “catequizar” pessoas próximas sobre educação financeira, provavelmente fará papel de chato(a). As pessoas precisam estar preparadas para uma mudança mensal.

Já mostrei essa animação em artigos anteriores. Ela mostra como é importante ter as próprias experiências ou saber observar e considerar a opinião daqueles que já viveram ou observaram situações que você ainda não viveu….

 

 

Coloque a cabeça para funcionar e faça de 2016 um ano mais próspero

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Postado Originalmente em dinheirama – Danylo Martins

Começo de ano parece sempre igual, já reparou? Traçamos planos para o novo ciclo e ficamos confiantes de que, sim, vamos chegar ao fim de dezembro com a listinha de metas mais que cumprida. O problema é que esse apanhado de objetivos vai para uma gaveta e se perde em meio à correria do dia a dia.

Não sei você, leitor, mas comigo essa situação já se repetiu, muito embora eu tenha conseguido realizar pelo menos alguns dos itens que havia estabelecido na lista para o novo ano.

Mas, então, como conseguir cumprir essas promessas que você faz para si mesmo, pensando principalmente em mudanças na vida financeira? Obviamente que não tenho uma receita de bolo, daquelas infalíveis, que vivem propagando por aí.

Planejar as finanças vale para todo mundo

Parece banal, mas o passo mais importante você já deu ao estabelecer metas para um ano mais próspero. Veja que falei de prosperidade, não de riqueza. Por isso, não me venha com aquela história de que é impossível traçar um planejamento financeiro com pouco dinheiro.

Sou testemunha de histórias incríveis de pessoas que, com pouca grana (pouca, mesmo), vivem muito melhor do que colegas e amigos mais endinheirados, adeptos do prazer instantâneo e da tão famosa ostentação.

Por falar em ostentar, está aí um dos hábitos que mais atrapalham seu caminho rumo à prosperidade. Você pode me perguntar: “Terei de abrir mão do conforto com o qual estou acostumado?”. E eu responderei, sem sombra de dúvidas, que “não”. Não é preciso abandonar a qualidade de vida para ter uma situação financeira mais saudável.

Cortar cafezinho não vai resolver o problema

Como sempre escrevo no blog e falo nas entrevistas que concedo, desconfie das regrinhas de finanças pessoais que afirmam categoricamente: corte os cafezinhos ou a pizza do fim de semana.

Em números, isso pode até funcionar, afinal você está deixando de gastar uma boa grana, mas será que vale a pena eliminar o que te garante prazer? Você não vai sofrer muito mais? Será mesmo que esse dinheiro economizado vai ser bem aproveitado ou será apenas trocado por outros gastos desnecessários? Por isso, corte despesas supérfluas que não arruínem sua qualidade de vida.

Quer um exemplo? Seu plano de TV por assinatura tem canais para todos os gostos – esportes, filmes, infantis –, o que parece ser um excelente passatempo. Só que para ter acesso a esse pacote recheado, você desembolsa uma boa quantia todo mês, mas nem percebe porque tornou-se um hábito “ter TV por assinatura”. O vizinho tem, o cunhado também tem, por que você não teria, não é?

O problema é que, na maioria dos casos, mantemos um plano caríssimo sem usá-lo ou, como nesse exemplo, você apenas assiste às emissoras abertas e a uma meia dúzia de canais fechados.

Resolução para o novo ano mais próspero: procurar um plano mais barato ou simplesmente usar serviços mais em conta e que têm a mesma função, como Netflix. Pode parecer radical, mas eu, por exemplo, nem TV tenho. Um notebook supre minhas necessidades de trabalho e lazer.

Leitura recomendadaO dinheiro não dura o mês inteiro? Confira 4 passos para sair do sufoco

Seja grato pelo que você já conquistou

Mudar a forma como enxergamos nossa vida financeira e, consequentemente, conseguir trocar hábitos ruins por outros mais saudáveis é trabalhoso, assim como também é garantir o salário de cada mês.

Aliás, você já parou para pensar que aqueles números na sua conta corrente não são apenas parte de um simples extrato bancário? Cara pálida, aquilo ali é fruto do seu suor!

Você deu duro 8h, 9h, 10h (ou até mais) por dia para conquistar (isso, CONQUISTAR!) uma renda. Por isso, agradeça pelo dinheiro recebido mensalmente, que serve para você criar sua realidade, seja sozinho, seja ao lado de sua família.

Independentemente de crença religiosa, saiba que a gratidão é muito importante para nossa evolução. E para o desenvolvimento financeiro, não é diferente. Ser grato por tudo que você já conseguiu conquistar ajuda a trocar o pensamento, esse danado que comanda nossas ações.

Crie sua realidade financeira

Já que estamos falando em ação, é hora de arregaçar as mangas rumo a um ano de muita prosperidade. Sabe a listinha de metas que falei no começo do texto? Detalhe-a bem, coloque prazos para esses objetivos, estabeleça recompensas quando alcançá-los e agradeça quando concluir cada plano.

Em resumo, não há uma receita de bolo para prosperar, o que existe é a maneira como você enxerga as coisas e cria sua realidade financeira.

Para 2016, desejo que você consuma em menor quantidade, mas com mais qualidade e responsabilidade; poupe mais e invista melhor; seja grato por tudo que conseguir realizar. Agora é com você (e comigo também, porque todos precisamos colocar a cabeça para funcionar)!

 

Janeiro, o mês das despesas (e como dar conta dele do jeito certo!)

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Postado Originalmente em dinheirama.com – Por Samuel Magalhães

O tão esperado ano de 2016 chegou! Para quem estava de saco cheio de 2015, eis que estamos enfim em 2016. Ano novo, novos projetos, novas expectativas, mas algo permanece exatamente igual: as elevadas despesas do mês de janeiro.

Além das contas – que não são poucas – que precisamos pagar tradicionalmente todo santo mês, em janeiro surgem despesas extras para “reforçar” o nosso orçamento. Matrículas de escolas e faculdades, compra de material escolar, IPVA, IPTU, sem falar nos parcelamentos que foram feitos para bancar os presentes, festas e viagens de fim de ano e que começam a surgir na fatura do cartão.

Se você tem os hábitos da maioria dos brasileiros, é provável que, além de não ter economizado seu décimo terceiro salário para ajudar nas despesas do início do ano, você também tenha gastado além da conta no mês passado.

Resumindo: seu ganho extra já foi embora, mas as despesas extras continuam aí para serem pagas. O que fazer então nessa hora?

Como diria Chico Xavier em um de seus belos poemas: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. É isso que você precisa fazer! É isso que eu preciso fazer! É isso que qualquer pessoa que saiu da linha precisa fazer: começar agora e fazer um novo fim – sem dívidas, de preferência.

Os problemas – contas – já estão aí! Choramingar não irá resolvê-los. O que precisamos fazer é encontrar uma maneira de solucionar esses problemas para que eles não se acumulem e virem uma “bola de neve”. Acredite, o resultado disso nunca é bom.

De maneira prática, existem duas formas de solucionar essa questão: reduzindo as despesas ou aumentando as receitas.

Como surgiram gastos extras, uma das alternativas que você possui para não ficar no vermelho é segurar as pontas. Reduzir ao máximo todas as suas outras despesas do mês. Alimentação, transporte, lazer, tudo precisa ser reduzido para que você consiga comportar no seu orçamento atual as novas despesas sem se tornar inadimplente.

A outra alternativa que você tem à sua disposição é aumentar suas receitas. Nada melhor para combater uma despesa extra do que uma renda extra. Assim, você não precisaria reduzir seus demais gastos, pois sua nova renda supriria as suas necessidades.

Talvez você esteja pensando: “Bacana, achei interessante, mas como conseguir essa renda extra? Eu já passo o dia trabalhando, não tenho tempo para mais nada. Não sei fazer outra coisa, a não ser o que eu faço”. Pois é, conseguir uma renda extra vai exigir esforço extra da sua parte.

Você vai precisar sair da sua zona de conforto e procurar alguma alternativa que possa ajudar nessa tarefa. Fazer algum “bico” aos finais de semana, trabalhar com a venda de algum tipo de mercadoria ou, quem sabe, se desfazer daquele monte de tralha que está aí entulhada na sua casa através da Internet. Lembre-se: todo dinheiro que entrar será de grande valia.

Por segurança, sugiro que você trabalhe tanto na redução das despesas quanto na busca por novas receitas. Se um não funcionar muito bem, pelo menos ainda te restará o outro. E, por favor, no próximo fim de ano, gaste com parcimônia. Começar o ano neste aperto ninguém merece!

 

9 dicas para organizar suas finanças em apenas um dia

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Postado Originalmente em EXAME.COM – Por Marília Almeida

São Paulo – Que tal começar o ano tomando as rédeas de sua situação financeira?

Ao contrário do que se possa imaginar, não é necessário muito tempo disponível para organizar o orçamento pessoal. Bastam algumas horas para realizar alguns telefonemas e pesquisas necessários para colocar a finanças nos trilhos. O segredo é focar em pequenas decisões que tenham grande impacto no orçamento.

Veja a seguir nove dicas para gerenciar melhor o dinheiro em apenas um dia:

1) Pare de procrastinar

Sentimentos negativos, como o medo, podem nos levar a evitar determinadas situações. Mas é importante não esquecer que o primeiro passo para melhorar o orçamento é encarar os problemas.

As finanças comportamentais, vertente da psicologia econômica que estuda as emoções que influenciam nossas decisões financeiras, explicam por que temos uma tendência a procrastinar tarefas. Um dos vieses comportamentais (formas de agir) verificados nesse campo de estudo é o viés da inércia, que nada mais é do que uma crença infundada que as pessoas têm na capacidade de realizar as coisas no futuro. Isso explica porque você sempre deixa seu planejamento financeiro para depois e vive postergando outras pendências.

Está deixando alguma tarefa para depois? Interrompa esse ciclo. Executar a obrigação trará alívio e pode evitar dores de cabeça maiores no futuro.

2) Faça aplicações automáticas

Se você não tem disciplina para poupar, uma maneira efetiva de se forçar a guardar dinheiro é fazer com que as aplicações periódicas sejam direcionadas de forma automática para uma conta poupança ou outro tipo de investimento.

Ao definir uma meta financeira, verifique quanto você precisará economizar por mês para atingir o objetivo e agende a aplicação em débito automático para a mesma data que você recebe o seu salário.

Muitos bancos oferecem esse tipo de funcionalidade para investimentos na caderneta de poupança, já as aplicações automáticas em ações, em títulos públicos e outros ativos podem ou não ser oferecidas pela corretora ou pelo banco. Por isso, vale a pena conversar com seu gerente ou consultor de investimentos para verificar se esse tipo de serviço é oferecido e, caso não seja, avalie se outros bancos e corretoras podem ser mais eficientes nesse sentido.

3) Corte despesas

Sente que está pagando caro pelo plano de TV por assinatura e nem tem tanto tempo para ver boa parte da programação incluída no serviço? Despesas como essa, que são pagas todos os meses, mas são subutilizadas, devem ser revistas ou cortadas como forma de aliviar o orçamento.

Também devem entrar nesse cálculo serviços que podem passar a ser feitos sem a contratação da mão de obra de terceiros, como a faxina da casa.

Ao se deparar com despesas que não possam ser cortadas, como serviços de telefonia, por exemplo, um caminho para reduzir gastos é buscar renegociar os valores cobrados. Uma maneira eficiente de obter descontos é levantar preços cobrados pela concorrência e verificar se a empresa está disposta a cobrir o preço dessas ofertas.

4) Negocie tarifas

Quem acredita que uma tarifa cobrada pelo banco ou outro prestador de serviço não é justa não deve hesitar em reclamar.

Se a taxa for indevida e estiver sendo cobrada por um erro, é possível exigir a devolução dos valores corrigidos. Mas, mesmo que sua cobrança seja permitida por lei, tente negociar sua suspensão ou ao menos um desconto do valor. Para que a negociação seja bem-sucedida, uma boa dica é ressaltar o bom relacionamento que você tem com a empresa.

5) Comece a investir

Investir é fundamental para atingir metas e a formar uma boa reserva financeira para o período da aposentadoria.

Investidores iniciantes podem começar a aplicar seu dinheiro de forma rápida emplataformas de corretoras, que intermediam a compra de ações e títulos de renda fixa. Com linguagem simples, os sites permitem investir em ações, Tesouro Direto e fundos de investimento com poucos cliques.

Não é necessário juntar muito dinheiro para começar a investir. Alguns tipos de investimentos, como o Tesouro Direto, exigem aplicações de apenas 30 reais (veja o passo a passo para começar a investir no Tesouro Direto).

6) Faça um aporte adicional para quitar dívidas

Se você tem dívidas para pagar, como o financiamento do automóvel ou da casa, e tem recursos disponíveis para amortizar o pagamento, não pense duas vezes. Como os juros cobrados nas dívidas costumam ser superiores aos juros que você poderia obter ao fazer um investimento, pagar a dívida quase sempre será o destino mais vantajoso para o seu dinheiro.

É um consenso entre especialistas que, na hora de amortizar débitos, sejam priorizadas as dívidas que cobram as maiores taxas de juros ou aquelas que podem levar a perda de bens ou corte de serviços (veja quais dívidas devem ser priorizadas).

7) Evite gastar durante 24 horas

Se não sobrou dinheiro para investir ou realizar um pagamento adicional para amortizar uma dívida, tente ficar um dia sem gastar nada.

Para isso, vale levar comida para o trabalho, pedindo carona a um amigo para chegar até a empresa e ficar longe do cartão de crédito.

O exercício não precisa ser levado ao pé da letra. O mais importante é encará-lo como uma forma efetiva de verificar quais gastos diários podem ser, de fato, evitados, separando as despesas que são necessárias daquelas supérfluas, mas que acabaram se tornando um hábito.

8) Encontre uma taxa de juros melhor

Quem está pagando uma dívida deve buscar reduzir a taxa que está sendo paga, enquanto quem investe pode tentar melhorar o rendimento obtido na aplicação.

No caso de financiamentos e empréstimos, instituições financeiras podem conceder descontos nas taxas de juros para quem paga as prestações em dia, por exemplo.

Caso o banco não se mostre aberto a esse tipo de negociação, é sempre possível realizar a portabilidade da dívida para outra instituição financeira que cobre uma taxa menor pelo crédito (conheça as regras para migrar a sua dívida para outro banco).

Para quem quer encontrar uma instituição financeira que ofereça uma remuneração maior em um determinado tipo de investimento, aplicativos como oRenda Fixa podem facilitar essa pesquisa. A ferramenta mostra aplicações oferecidas por 20 corretoras em diversas categorias e aponta quais são as mais rentáveis.

9) Defina um objetivo financeiro e elabore um plano

Quer comprar uma casa ou estudar no exterior? Definir um objetivo e pesquisar os meios para atingi-lo é um grande incentivo para continuar a manter o orçamento em ordem daqui para a frente.

O plano não precisa ser totalmente elaborado em apenas um dia, mas é importante ter ao menos uma visão inicial do que será necessário para alcançar a meta definida.

 

De compra pela internet a mesada, veja opções de uso do cartão pré-pago

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Postado Originalmente em economia.uol – Por Aiana Freitas

Amplamente usados em viagens internacionais, os cartões pré-pagos têm ganhado novos usos no Brasil. Fazer compras pela internet, pagar contas e depositar mesadas são algumas das possibilidades que eles oferecem.

Esses cartões nasceram na onda dos celulares pré-pagos, e funcionam de forma parecida. O cliente carrega um valor e pode adicionar novas quantidades conforme o dinheiro for acabando.

No caso das viagens internacionais, eles substituem bem o traveler check, porque podem ser carregados em diferentes moedas e proporcionam maior segurança para o turista do que se ele levar dinheiro em espécie.

O foco das empresas que atuam no setor, porém, é cada vez mais os brasileiros que vão carregar os cartões com reais.

Produto serve como substituto do papel-moeda

“Os cartões pré-pagos também podem ser usados para pagar a mesada dos filhos e depositar dinheiro da empregada doméstica, por exemplo. O potencial é enorme”, diz Raul Moreira, vice-presidente da Associação de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Para Moreira, os pré-pagos não só promovem a inclusão financeira como substituem bem o papel-moeda. Além disso, a nova regulamentação do setor, que vai fazer com que os pré-pagos estejam sujeitos às regras do Banco Central, também vai ajudar a desenvolver o produto.

“Basicamente ele pode ser usado para tudo o que uma conta corrente serve, menos para investir e pegar empréstimo”, diz Luiz Almeida, vice-presidente de marketing da ContaSuper. A empresa oferece o cartão Super, que traz a bandeira Mastercard.

O cartão Super é usado para carregar celular, pagar contas pela internet e fazer transferências para outros cartões da mesma marca ou contas de qualquer banco.

Almeida diz que o cartão também é usado por empresas que precisam pagar salários para trabalhadores eventuais ou desbancarizados. Um exemplo são os funcionários da construção civil, como pedreiros e pintores.

Outro foco dos pré-pagos são as pessoas que estão com o nome sujo na praça e, por isso, não conseguem abrir conta em banco nem obter cartões de crédito e débito tradicionais.

 

VIAGEM – Em viagens internacionais, os cartões pré-pagos podem ser usados para substituir o traveler check. Eles podem ser carregados em diferentes moedas e até pela internet, e proporcionam maior segurança para o turista do que o uso de papel-moeda

MESADA – As empresas que oferecem cartões pré-pagos sugerem que eles sejam usados como instrumento de educação financeira, servindo, por exemplo, para o depósito da mesada dos filhos. O valor é controlado pelos pais, que fazem o carregamento todo mês

SERVIÇOS – Empregadas domésticas que ficam responsáveis por compras no supermercado também podem receber o cartão pré-pago, em vez de dinheiro em espécie

SALÁRIOS – Outro foco dos cartões pré-pagos são as pessoas que não têm conta em banco ou estão com o nome sujo na praça. Eles também podem ser usados por empresas que precisam pagar salários para funcionários da construção civil, como pedreiros e pintores

COMPRAS – Assim como os cartões de crédito e débito, os pré-pagos podem ser usados no varejo, na realização de compras. Só que, quando o saldo acabar, nada mais poderá ser gasto, porque o cliente não tem limite de crédito atrelado ao produto

INTERNET – Quem tem receio de digitar os dados do cartão de crédito na internet pode encontrar uma boa opção no pré-pago. O consumidor pode carregar apenas o valor suficiente para fazer a compra, evitando o risco de os dados serem usados e outras transações. Ele também pode ser usado nas compras em sites estrangeiros, com IOF de 0,38%

CONTAS – Pagamentos de contas do dia a dia, como energia, telefone e água, também podem ser feitos com cartões pré-pagos, muitas vezes pela internet. As empresas não costumam cobrar tarifa pelo serviço

 

10 livros para enriquecer em 2016

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Postado Originalmente em EXAME.COM – Por Marília Almeida

Preocupado com o cenário econômico deste ano? Algunslivros podem te ensinar a lidar melhor com o dinheiro para se proteger contra eventuais turbulências e, mais que isso, podem ser capazes de te ajudar a enriquecer, mesmo quando tudo conspira contra.

EXAME.com selecionou dez títulos lançados ou reeditados ao longo de 2015 que trazem diversos ensinamentos sobre finanças. São indicações que atendem desde quem quer se livrar de dívidas e organizar melhor o orçamento, até aqueles que pretendem iniciar aplicações financeiras ou avançar para investimentos mais sofisticados.

Confira nas fotos a seguir dez sugestões de livros para este ano.

1) “Economia na Palma da Mão”

Autores: Carlos Eduardo S. Gonçalves e Bruno Cara Giovannetti

Editora: Benvirá

Escrito por dois professores da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (FEA-USP), o objetivo do livro é explicar  com bom humor conceitos econômicos que têm impacto direto na vida de consumidores. Entre os termos “traduzidos do economês” pelos autores estão: bolha financeira, inflação, fundos de investimento, câmbio, PIB e prêmio de risco.

 

2) “Scarcity: The New Science of Having Less and How It Defines Our Lives”

Autores: Sendhil Mullainathan e Eldar Shafir

Editora: Picador

Um economista de Harvard e um psicólogo de Princeton, duas faculdades renomadas dos Estados Unidos, analisam como a escassez de recursos, inclusive de dinheiro, leva o cérebro a buscar alívio imediato em vez de planejar e buscar soluções para resolver problemas no longo prazo, e dão dicas para quebrar esse ciclo vicioso.

 

3) “Pescando Tolos – A Economia da Manipulação e Fraude”

Autores: George Akerlof e Robert Shiller

Editora: Alta Books

Os ganhadores do Nobel George Akerlof e Robert Shiller abordam no livro as armadilhas do mercado financeiro, que explora fraquezas psicológicas e ignorância dos consumidores.

Entre os temas abordados estão a forma como utilizamos o cartão de crédito sem limites e as táticas sedutoras das campanhas de publicidade, que nos levam a pagar caro por crédito e pela aquisição de alguns bens. O livro também inclui histórias de personagens que souberam lidar com essas manipulações ao buscar mais conhecimento.

 

4) “Other People’s Money: The Real Business of Finance”

Autor: John Kay

Editora: PublicAffairs

O economista britânico explica como o sistema financeiro moderno é incapaz de proteger os clientes de instituições financeiras contra fraudes e falências, tomando como gancho a crise de 2008. Para o autor, existe uma série de falhas na regulação dos mercados que contribui para esse cenário e somente o conhecimento da população e uma pressão por mudanças podem mudar esse panorama. O título foi considerado o livro do ano pelos veículos Financial Times, The Economist e pela Bloomberg.

 

5) “Sobrou dinheiro”

Autor: Luís Carlos Ewald

Editora: Bertrand Brasil

O best seller escrito por Luís Carlos Ewald, consultor financeiro que ficou conhecido como Sr.Dinheiro depois de participar de um quadro no qual respondia dúvidas financeiras no programa Fantástico, da TV Globo, ganhou uma nova edição ampliada no ano passado, que mostra como uma família deve gerenciar as despesas para não ficar no vermelho. Para isso, o autor explica termos como inflação, impostos e reajustes de preços.

 

6) “Coined: The Rich Life of Money and How Its History Has Shaped Us”

Autor: Kabir Sehgal

Editora: Grand Central Publishing

Escrito pelo vice-presidente de mercados emergentes do banco de investimentos J.P. Morgan, o livro investiga a origem do dinheiro para analisar a sua relação psicológica com a humanidade e reflete sobre a necessidade de dar um novo sentido a ele. O título foi elogiado pelo ex-presidente americano Bill Clinton e pelo empresário britânico Richard Branson.

 

7) “Dinheiro: Os segredos de quem tem: Como conquistar e manter sua independência financeira”

Autor: Gustavo Cerbasi

Editora: Sextante

No livro, Gustavo Cerbsasi, consultor financeiro e autor de best sellers como “Casais inteligentes enriquecem juntos”, mostra como a riqueza está na maior parte das vezes associada ao trabalho duro, à disciplina e a uma vida frugal, e não a gordas heranças ou muito estudo. O autor também mostra que o caminho para ficar rico depende mais de decisões cotidianas do que de bens que possam vir a ser acumulados ao longo do tempo.

 

8) “The Opposite of Spoiled: Raising Kids Who Are Grounded, Generous, and Smart About Money”

Autor: Ron Lieber

Editora: Harper

Ao escrever uma matéria sobre jovens que buscavam financiamento estudantil nos Estados Unidos, Ron Lieber, colunista de finanças pessoais do jornal New York Times, ficou impressionado com a falta de conhecimento dos adolescentes americanos sobre conceitos relacionados às finanças pessoais e decidiu escrever um livro para se aprofundar no tema. Para o autor, os pais têm um papel fundamental na reversão desse problema e devem educar os filhos financeiramente enquanto eles ainda são jovens. No livro, Lieber fala não só sobre a importância da educação financeira, como ensina os jovens a gerenciar melhor suas finanças ao longo da vida.

 

9) “De Quem É o Dinheiro? – Ganância, Medo, Azar e Sorte – Vitórias e Tropeços na Bolsa”

Autores: Adley Piovesan e Homero Chemale

Editora: Textonovo

Escrito por consultores de investimentos que trabalham em bancos e corretoras, o livro reúne 51 histórias curtas sobre personagens que atuam em bolsas de valores e suas tentativas de atrair e ludibriar investidores. Todas as histórias trazem uma mensagem, direta ou indireta, sobre os sentimentos e riscos presentes no “alucinante” mercado acionário, que servem de alerta ao leitor.

 

10) “The Debt Escape Plan: How to Free Yourself From Credit Card Balances, Boost Your Credit Score, and Live Debt-Free”

Autor: Beverly Harzog

Editora: Career Press

A autora, advogada especializada em defesa do consumidor, conta como quitou uma dívida de 20 mil dólares , contraída em diversos cartões de crédito, em um prazo de dois anos. Com planejamento e disciplina, Beverly relata como foi possível voltar a ter um bom score de crédito (nota atribuída pelos bancos para avaliar seu risco de inadimplência) e evitar cair novamente em um ciclo interminável de dívidas. Para isso, ela diz que, em vez de quebrar seus cartões de crédito, buscou entender o próprio comportamento em relação ao dinheiro para eliminar hábitos nocivos.

8 verdades que você deve encarar sobre a aposentadoria

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Postado Originalmente em maisdinheiro

São Paulo – Quanto economizar para a aposentadoria é uma fórmula mágica buscada por muitas pessoas que tentam planejar a renda no futuro.

Mas esse cálculo não irá necessariamente refletir a realidade, por isso não é uma garantia de que você terá uma aposentadoria tranquila.

O valor que será necessário ao se aposentar depende de muitos fatores que são difíceis de prever. “Nem as instituições financeiras se arriscam a oferecer benefícios pré-definidos”, diz Humberto Veiga, consultor financeiro e autor do livro “Tranquilidade financeira: saiba como investir no seu futuro”.

Como resultado, muitas pessoas podem chegar à terceira idade com grandes limitações financeiras, segundo Mauro Machado, consultor sênior de previdência privada da consultoria Mercer. “Os poupadores se deparam com despesas que não param de crescer e concluem que não se prepararam para ter a montanha de dinheiro necessária nessa fase da vida”.

Para minimizar esse risco, o poupador deve iniciar o planejamento da aposentadoria o quanto antes e ter consciência do que deve incluir no cálculo do valor necessário para viver bem mais tarde.

Veja a seguir oito fatos que devem ser encarados por quem pretende ter conforto financeiro no futuro:

1) Você vai viver mais e precisará de mais dinheiro

O aumento da expectativa de vida deve ser incluído no cálculo da renda que deve ser poupada para a aposentadoria, pois exige o aumento do valor da reserva financeira para o futuro.

A expectativa de vida do brasileiro ao nascer, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atingiu 74,9 anos em 2013, último dado disponível.

No início da década de 80, essa estimativa era de 62,5 anos. Ou seja, o aumento na expectativa de vida do brasileiro no período aumentou 12,4 anos, em média.

A estimativa dos anos de sobrevida varia conforme a idade do poupador e deve ser considerada no planejamento, assim como o nível de renda, diz Veiga. Quanto mais dinheiro o poupador tem, maiores são suas chances de acessar tratamentos médicos mais sofisticados e, consequentemente, viver mais.

2) Se aposentar mais cedo ficou mais difícil

O objetivo se aposentar o quanto antes deve ser analisado pelos brasileiros, segundo os consultores financeiros ouvidos por EXAME.com.

Um estudo sobre aposentadoria realizado pelo HSBC em 2013 apontou que o brasileiro espera se aposentar aos 46 anos, mais cedo do que os entrevistados de outros 14 países pesquisados, e bem antes do que a média global calculada pelo levantamento, de 59 anos.

Segundo Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor do livro “Adeus Aposentadoria”, com a tendência de aumento da expectativa de vida, ficou mais arriscado depender da previdência social, concedida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSSe dos investimentos feitos por conta própria. “É mais provável que a renda necessária para ter conforto no futuro acabe antes do prazo esperado”.

Para Cerbasi, o desejo de se aposentar mais cedo pode esconder uma insatisfação do poupador com seu emprego. Essa frustração faz com que a pessoa busque trabalhar mais para se livrar mais cedo do “fardo”.

Nesse caso, o consultor financeiro recomenda que o poupador busque realizar um projeto que o motive a continuar trabalhando, ainda que em um ritmo mais lento. “Além de diminuir a urgência da aposentadoria, o projeto pode aumentar a renda nessa fase da vida”.

3) Você deve depender cada vez menos do benefício do governo

Já é um consenso entre os especialistas a recomendação de que o brasileiro não deve mais depender da aposentadoria concedida pelo governo se o objetivo é ter uma vida confortável no futuro.

Com o aumento da expectativa de vida, o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição é reduzido. Isso acontece por causa do chamado fator previdenciário.

Para calcular a aposentadoria que será recebida, o INSS inclui no cálculo algumas variáveis, como a idade, o tempo de contribuição e o fator previdenciário. Ocorre que esse fator é alterado toda vez que aumenta a expectativa de vida calculada pelo IBGE, de maneira que a cada ano o seu efeito redutor sobre o valor do benefício fique maior.

Com isso, a cada ano fica mais desvantajoso se aposentar mais cedo, mesmo se o trabalhador já tiver cumprido o tempo de contribuição exigido para receber sua aposentadoria.

Segundo o levantamento do HSBC, 46% dos entrevistados no Brasil declararam depender do benefício concedido pelo governo na aposentadoria. O número só não é maior do que o registrado no México (54%) e na França (83%).

Para Machado, da Mercer, essa dependência dos valores da previdência social precisa diminuir. “O brasileiro ainda pensa que vive em um país jovem, como o da década de 80. Mas a população envelheceu desde então, o que reduziu o valor do benefício”.

Valores menores concedidos pelo governo já são realidade em países como população mais idosa, como Japão, Europa e Estados Unidos. “Ajustar os valores é necessário para não colocar todo o sistema de benefícios em risco”, diz Cerbasi.

4) Sua capacidade de poupança deve ser cada vez maior

Especialistas da Mercer recomendam ter como renda na aposentadoria ao menos 80% do valor do último salário recebido. Mas o ideal é receber 100% do último salário no período de inatividade para manter o padrão de vida.

O valor poupado para a aposentadoria deve corresponder a, no mínimo, 10% da renda mensal do poupador. Para quem não tem possibilidade de poupar o valor mínimo indicado, Cerbasi recomenda poupar o possível e reduzir gastos até atingir esse porcentual.

A prioridade deve ser o corte de despesas com automóveis e outros bens materiais. “Outros gastos, como despesas com educação, permitem ao poupador se preparar melhor para o futuro. Já gastos com lazer devem ser preservados porque diminuem a frustração causada pela necessidade de economizar”, diz Cerbasi.

Especialistas da Mercer também recomendam que o porcentual da renda a ser economizado para a aposentadoria aumente ao longo dos anos, conforme a evolução da capacidade financeira. O aumento deve ser progressivo até que a capacidade de poupança atinja 19% do salário mensal.

Quanto mais semelhante ao último salário recebido pelo poupador for a renda recebida durante a aposentadoria, menor será a necessidade de rever despesas, segundo pesquisa da Mercer com mais de 11 mil aposentados no país, divulgada no final do ano passado.

O levantamento aponta que, dentre os aposentados que conseguiram ter uma renda correspondente a pelo menos 80% do valor do último salário na aposentadoria, apenas 34% tiveram de rever despesas.

O número aumentou para 61% no caso de quem economizou de 40% a 80% do salário, e subiu para 65% para quem guardou menos de 40% do valor do último salário recebido antes de se aposentar.

5) Você precisa buscar outras fontes de renda no futuro

Continuar a trabalhar após se aposentar já é uma realidade. Segundo pesquisa da Mercer, 31% dos aposentados continuam a ter trabalhos remunerados nessa fase da vida. O porcentual sobe para 42% entre quem tem renda acima de 10 mil reais.

A pesquisa do HSBC aponta que, mesmo depois de se aposentar, os brasileiros estariam dispostos a trabalhar até os 57 anos. O número fica abaixo da média mundial, de 60 anos.

Para Machado, da Mercer, esse objetivo também deve ser revisto. “Ou o poupador precisará guardar ainda mais dinheiro ou terá de diminuir seu padrão de vida de forma bastante significativa para realizar esse desejo agora”.

Iniciar uma segunda carreira mais prazerosa ou começar a empreender a partir dos 45 anos pode ajudar a complementar a renda no futuro. “Completar 65 anos não deveria ser visto como uma data limite para se aposentar. Com uma boa qualidade de vida, o poupador pode conseguir trabalhar até os 80 anos”, diz Cerbasi.

Essa preparação para obter uma renda extra no futuro deve começar pelo menos 15 anos antes da data estimada para a aposentadoria. A opção, no entanto, exige experiência e também recursos financeiros, seja para fazer o investimento inicial no negócio próprio quanto para bancar eventuais despesas com qualificação.

6) Aplicações de longo prazo devem ser monitoradas

Os investimentos de longo prazo precisam ser acompanhados pelo poupador durante a acumulação da reserva financeira para a aposentadoria. Além de ampliar a possibilidade de ganhos, o hábito também evita prejuízos com as aplicações financeiras.

De tempos em tempos, é recomendável corrigir pela inflação o valor já acumulado para a aposentadoria para verificar se será necessário mudar o planejamento. Esse é um ponto importante do projeto para a aposentadoria, já que no longo prazo a inflação pode corroer boa parte do montante poupado.

Impostos e taxas que incidem sobre os investimentos também devem ser incluídos no cálculo, diz Cerbasi.

O investidor também deve analisar os benefícios oferecidos pelo plano de previdência da empresa, diz Machado, da Mercer. “O beneficiário deve comparar o plano com as rentabilidades que são oferecidas por diversas aplicações no mercado financeiro”.

Cerbasi recomenda que a carteira de investimentos também seja alterada diante de mudanças no cenário econômico. O investidor pode buscar aplicações com maior rentabilidade, de acordo com o cenário da economia e seu perfil de risco.

Uma maior experiência com aplicações financeiras e maior tempo disponível permite que poupadores possam gerenciar mais de perto a carteira de aplicações com o passar dos anos, diz Cerbasi.

Na opinião do consultor financeiro, em vez de buscar ganhar dinheiro com investimentos mais arriscados, o poupador mais jovem deveria se preocupar mais em obter conhecimentos relacionados à carreira e projetos de empreendedorismo que possam ser realizados no futuro. “Dessa forma é possível criar um patrimônio mais consistente e sustentável ao longo da vida”.

7) Se prepare para manter ou aumentar o nível de gastos na aposentadoria

A crença de que as despesas diminuem na fase mais avançada da vida é um mito. Pesquisa da Mercer aponta que, enquanto gastos com educação e lazer são reduzidos em 16% e, com transporte, em 13%, os gastos médicos podem aumentar 24% nessa fase da vida.

Ou seja, o aumento das despesas com saúde praticamente elimina a economia obtida com outros tipos de gastos. “A assistência médica se tornou um problema no país. As operadoras oferecem poucos planos individuais, que costumam ter custos muito elevados”, diz Machado, da Mercer.

Já os gastos com habitação e alimentação tendem a se manter nessa fase da vida e correspondem, juntos, a 47% da cesta de consumo do aposentado, de acordo com analistas da consultoria.

Um potencial aumento de custos durante a aposentadoria torna necessária uma renda crescente nessa fase da vida, que pode ser obtida tanto com ganhos maiores obtidos em investimentos como em um trabalho remunerado ou negócio próprio.

8) Fique atento a eventos inesperados

Alguns acontecimentos inesperados, como a permanência de um filho em casa por um tempo maior do que o previsto, um divórcio e a chegada de um bebê ou um casamento em uma idade mais avançada devem ser considerados no cálculo do valor necessário ao se aposentar.

Pode ser prudente, por exemplo, incluir gastos com educação do filho pequeno durante o período de aposentadoria. “O poupador deve contar com a possibilidade de ainda ter dependentes financeiros ao planejar a renda futura”, diz Machado, da Mercer.

10 Famosos Mitos Sobre o Dinheiro

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Postado Originalmente em queroficarrico – Por Rafael Seabra

 

Será que você acredita (ou já acreditou) em algum desses mitos?

Eu aposto que sim.

E a razão disso é que somos programados para acreditar em diversas mentiras que nos afastam da independência financeira.

Não sei se você já percebeu, mas as notícias negativas chamam mais a atenção que notícias positivas.

Por isso, costumamos acreditar, por exemplo, que só é possível ficar rico se roubarmos, já que o “telejornal de ontem” mostrou alguém sendo preso por enriquecer de maneira ilícita.

Chegou a hora de dar um basta nestas mentiras.

Vou mostrar agora 10 famosos mitos sobre o dinheiro, que extraí do livro “Os mitos do dinheiro”, de Gabriel Torres.

Meu principal objetivo é que você elimine estas crenças limitantes e consiga diferenciar as pessoas que contribuem para sua ignorância financeira daquelas que contribuem para sua educação financeira.

Mito #1 – “Dinheiro não traz felicidade”

Talvez este seja o mais famoso dos mitos.

Acredito tanto que isto é uma mentira que escrevi o artigo “Dinheiro compra felicidade”.

A lógica é muito simples.

Quando o usamos da forma correta, o dinheiro compra liberdade, e liberdade é um dos três pilares da riqueza.

E se você tem liberdade, você está muito mais apto a fortalecer os demais elementos da riqueza: saúde e relacionamentos.

Vejamos:

  • Dinheiro compra a liberdade para assistir de perto seus filhos crescerem;
  • Dinheiro compra a liberdade para perseguir seus sonhos mais malucos;
  • Dinheiro compra a liberdade para construir e fortalecer relacionamentos;
  • Dinheiro compra a liberdade para se exercitar (ou fazer o que quiser) quando você quiser, quantas vezes você quiser.

Agora pense comigo:

Alguns desses exemplos poderiam fazer você mais feliz?

Tenho certeza que sim.

Uma coisa é certa: eles certamente não trariam infelicidade.

Se o dinheiro é capaz de comprar liberdade e, com essa liberdade, podemos nos dedicar ao que realmente importa, então o dinheiro pode comprar felicidade (quando bem utilizado).

Mito #2 – “O dinheiro é a raiz de todo o mal”

Esta frase é uma interpretação – propositalmente – errada da Bíblia.

Em vários momentos da História, a Bíblia é interpretada de forma equivocada para atender aos interesses de algumas congregações.

A frase correta e original como consta na Bíblia é a seguinte: “O amor ao dinheiro é a raiz de toda sorte de coisas prejudiciais” (Timóteo 6:10).

Baita diferença, hein?!

A frase que consta na Bíblia fala do “amor ao dinheiro”, ou seja, ganhar dinheiro pelo simples prazer do dinheiro (ganância), sem qualquer meta ou objetivo de desfrutar o dinheiro acumulado.

Em outras palavras, não há problema nenhum em acumular dinheiro para um propósito específico, ter objetivos financeiros ou buscar sua independência financeira.

Além disso, quando dinheiro deixa de ser um problema, você pode ajudar outras pessoas ou simplesmente se dedicar àquele grande projeto que você sempre acreditou e nunca pode se dedicar exclusivamente a ele.

Mito #3 – “É mais fácil um camelo entrar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino de Deus”

Essa é mais uma que vem da Bíblia e, quando usada fora de contexto, perde completamente o sentido.

De acordo com Gabriel Torres, o trecho da Bíblia onde esta frase está inserida (Mateus 19:24 e repetida em Lucas 18:25 e Marcos 10:25) conta a história de um jovem rico que se aproximou de Jesus e perguntou-lhe como conseguir a vida eterna.

Em resumo, Jesus respondeu que ele deveria doar tudo aos pobres, justamente para descobrir o que era mais importante ao jovem: a riqueza ou a vida eterna.

Como o jovem preferiu ficar com seus bens em vez de doar aos pobres, Jesus diz que ele não vai para o céu, que era mais fácil uma camelo passar por um buraco da agulha do que um rico, com esta mentalidade (e aqui está a importância da interpretação), entrar para o reino dos céus.

Em outras palavras, é melhor fazer algo de útil com o dinheiro acumulado (neste caso, doá-lo) do que levá-lo consigo para o caixão.

Esta frase tem sido usada propositadamente fora de contexto por determinadas congregações para convencer pessoas que ser rico é ruim e que ricos não vão para o céu.

Mito #4 – “Dinheiro é sujo”

O papel-moeda é, de fato, sujo.

Inclusive esta pesquisa comprova a contaminação de notas de real por microrganismos (fungos, bactérias e leveduras) e atesta: praticamente uma em cada três cédulas contém micróbios causadores de doenças.

Por essa razão, devemos lavar bem as mãos antes de comer, depois de ir ao banheiro e sempre que mexer com o dinheiro.

Essas normas de higiene, que nos remetem aos aprendizados de infância, mais do que nunca devem ser respeitadas.

No entanto, estamos falando do papel-moeda (cédulas) e não do conceito de dinheiro.

Por isso, acreditar que o dinheiro é “sujo” é um grande equívoco (desde que seja ganho honestamente).

Afinal, a sensação de desempenhar um bom trabalho e ser remunerado por ele é excelente! :)

Mito #5 – “A quantidade de dinheiro no mundo é limitada”

Todo conceito de algo que existe em abundância ser limitado é criado para provocar o medo nas pessoas.

E este pensamento é – matematicamente – uma falácia.

Se a riqueza do mundo fosse limitada, o mundo inteiro estaria hoje passando fome, pois nos últimos cem anos a população mundial quadruplicou e o número de ricos aumentou.

Agora pensa comigo: se a quantidade de dinheiro é a mesma e a população aumenta 4 vezes, como pode aumentar a quantidade de ricos?

É óbvio que ainda há pobreza no mundo, mas certamente não é consequência da “falta de riqueza” no mundo. A culpa é de outros fatores e não vale a pena discutir sobre isso agora.

Hoje vivemos na era da informação. Faz-se dinheiro com o conhecimento (obviamente com muito trabalho, esforço e dedicação).

E se você realmente quiser aprender a ganhar dinheiro, precisa ter isso muito claro em sua cabeça.

Mito #6 – “Os ricos tornam-se ricos às custas dos pobres”

A riqueza ou pobreza de uma nação depende, em grande parte, dos seus governantes e de suas políticas fiscais e de distribuição de riqueza.

A “culpa” da existência de países muito pobres (ou com grande desigualdade) não é do dinheiro em si, mas de governantes gananciosos e inescrupulosos, que simplesmente ignoram o povo, pensando apenas no que é melhor para o próprio bolso.

Em muitos países em desenvolvimento, a causa é cultural, e não um “fator externo”.

No caso do Brasil, por exemplo, o grande problema está em nós mesmos (brasileiros), e não em fatores exteriores.

É lamentável usar essas “frases prontas” como desculpa para justificar os nossos problemas e não colaborar para que o país mude.

E pior ainda é justificar a sua opção de permanecer no mesmo lugar, ao invés de melhorar sua saúde financeira.

Mito #7 – “Como você pode pensar em ter X quando há milhões de pessoas passando fome?”

Para pra pensar: o que uma coisa tem a ver com a outra?!

O fato de você querer viajar pelo mundo ou acumular riqueza para ser financeiramente independente não faz com que outras pessoas fiquem pobres ou passem fome.

Se você ganha dinheiro de uma forma honesta, não está prejudicando absolutamente ninguém.

E, com o dinheiro que você acumular, você certamente vai ajudar outras pessoas, direta (através de doações ou projetos sociais) ou indiretamente (pagamento de impostos, consumo e circulação do dinheiro…).

Mito #8 – “Se ficou rico é porque roubou”

Esta frase é certamente a que mais me incomoda.

Essa falácia de que só é possível enriquecer no Brasil de forma ilícita ainda é uma verdade para muitas pessoas, infelizmente.

Muita gente simplesmente não entende que aquilo que aparece na mídia é aexceção, pois notícias negativas vendem mais.

Temos uma tendência para generalizar e/ou tirar conclusões erradas.

Se aparece no jornal um indivíduo que enriqueceu ilicitamente, logo todo e qualquer rico é automaticamente ladrão, certo?

Errado!

Acredite, há inúmeros milionários no Brasil que ficaram ricos de maneira honesta. No entanto, a maioria simplesmente não quer publicidade.

Com os números assustadores da nossa (in)segurança pública, certamente não é uma decisão inteligente divulgar seu patrimônio financeiro.

Se bandidos matam gente que eles acham que são ricos a troco de nada, imagina o que eles farão se pegarem uma pessoa que eles têm certeza de que é rico?

Mito #9 – “Só ganha dinheiro quem tem dinheiro”

Como mencionei antes, nós estamos vivendo a era da informação.

Com isso, é possível fazer muito dinheiro atualmente através da venda de conhecimento (sempre lembrando que exige muito esforço e dedicação).

E o investimento inicial para adquirir conhecimento costuma ser muito baixo, sobretudo quando comparamos com o retorno.

Portanto, mais importante do que ter dinheiro para investir, é ter conhecimento sobre como investir.

Como diria Benjamin Franklin:

Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros.

Mito #10 – “Investimento é para ricos”

Claro que não!

Qualquer um, com o conhecimento adequado, pode investir.

Existem investimentos que não demandam grandes quantias, como o Tesouro Direto, por exemplo, onde é possível investir a partir de apenas R$ 30.

E há outros que você pode fazer apenas com seu conhecimento e suor, contando com a ajuda de pessoas chave para atingir os seus maiores objetivos.

Por outro lado, existem “investimentos” criados para manter você na pobreza, como a caderneta de poupança e a maioria dos planos de previdência privada.

Explico isso em detalhes na primeira das três aulas gratuitas que você pode assistir neste link.

Conclusão – Recapitulando…

Para concluir este artigo, você precisa colocar em prática dois exercícios bastante simples.

Primeiro, você precisa criar um filtro contra esses mitos, tão alardeados por várias pessoas que nos rodeiam.

Após a leitura deste artigo fica bem fácil identificar pessoas que estão falando bobagem das pessoas que realmente têm algo relevante a compartilhar.

Segundo, e mais importante, você precisa se “desprogramar”.

Lembra que eu disse no começo deste texto que somos programados para acreditar em diversas mentiras que nos afastam da independência financeira?

Pois bem, você tem que eliminar qualquer crença limitante que você ainda tenha hoje sobre o dinheiro, das mais comuns às mais esquisitas.

Aqui está novamente a lista das crenças ou “ditos” mais comuns sobre dinheiro, para que você elimine-os de uma vez por todas da sua cabeça:

  1. “Dinheiro não traz felicidade”;
  2. “O dinheiro é a raiz de todo o mal”;
  3. “É mais fácil um camelo entrar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino de Deus”;
  4. “Dinheiro é sujo”;
  5. “A quantidade de dinheiro no mundo é limitada”;
  6. “Os ricos tornam-se ricos às custas dos pobres”;
  7. “Como você pode pensar em ter X quando há milhões de pessoas passando fome?”;
  8. “Se ficou rico é porque roubou”;
  9. “Só ganha dinheiro quem tem dinheiro”;
  10. “Investimento é para ricos”.

Por fim, mas não menos importante, recomendo que você conheça o trabalho do Gabriel Torres e seu livro gratuito (Os Mitos do Dinheiro) – principal fonte deste artigo – neste link.

Agora eu tenho uma pergunta para você…

Você acreditava em algum desses mitos? Qual deles você achou mais interessante? Quais mudanças você vai colocar em prática a partir de agora?

Deixe um comentário abaixo e colabore

 

Qual o seu perfil financeiro?

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Postado Originalmente em profelisson – por PROF. ELISSON DE ANDRADE

Que educação financeira é importante para o adequado gerenciamento do próprio dinheiro e realização de sonhos, isso talvez seja inquestionável.

Mas essa necessidade de lidar bem com as próprias finanças vem tomando maiores proporções a cada dia, seja pelo aumento da complexidade das demandas financeiras (é preciso pensar em temas como compra da casa própria, carro, investimentos, empréstimos/financiamentos, aposentadoria etc), seja pelo futuro cada vez mais incerto de nossa economia.

Nesse contexto, em que será cada vez mais relevante adquirir conhecimento e bons hábitos, um interessante ponto de partida é identificar seu PERFIL FINANCEIRO.

Confira os quatro perfis que criei, logo abaixo, e veja em qual deles você se encaixa.

O INVESTIDOR

Para ser considerado um investidor, é preciso ter um controle rígido do orçamento doméstico, uma vez que todos os meses deverão haver sobras de dinheiro para aplicar e render juros. O objetivo final é a independência financeira e liberdade de escolhas.

Para chegar a esse ponto é preciso ter bons hábitos financeiros, saber conviver com a restrição (saiba que ricos não compram tudo o que querem, mas o que podem), além de tomar decisões em que se usa muito mais a razão do que a emoção.

CONSEQUÊNCIAS: quando uma pessoa passa para o nível de INVESTIDOR, aumenta suas chances de agarrar oportunidades e supera as adversidade de maneira menos sofrida. E com o passar do tempo, vai assumindo cada vez mais controle sobre a própria vida, não precisando se sujeitar às circunstâncias.

O POUPADOR

Na escala hierárquica da educação financeira, o poupador estaria um nível abaixo do investidor.

Suas principais características são um certo controle do orçamento, o medo de fazer dívidas, conseguindo guardar dinheiro na Caderneta de Poupança sempre que possível.

O poupador não se configura como uma pessoa consumista, mas também não possui habilidades para fazer o dinheiro render de maneira adequada, nem seus objetivos de curto, médio e longo prazos são muito claros.

CONSEQUÊNCIAS: em geral, os poupadores não são bons em acumular patrimônio, principalmente quando o assunto é aposentadoria. Sempre têm um dinheirinho guardado na poupança, para emergências, e apesar de esse ser um bom hábito, não é suficiente. Um poupador dificilmente conseguirá a independência financeira.

O ZERO A ZERO

O denominado “zero a zero” é aquele tipo de pessoa que termina o mês sempre empatado. Tudo o que ganha, gasta.

Faz algumas dívidas e quase sempre consegue pagá-las. Mas quando o assunto é GUARDAR DINHEIRO, esse parece ser um sonho distante. Na verdade, está no aguardo de chegar o dia em que ganhará o suficiente para poder começar a poupar.

Devido ao total descontrole das finanças, o “zero a zero” costuma ter a percepção que o dinheiro some rapidamente da conta e não entende como.

CONSEQUÊNCIAS: o principal problema desse perfil está naqueles momentos em que situações de gastos inesperados acontecem, como por exemplo um conserto no carro ou reforma na casa. Por não ter mais espaço no orçamento para esses fins, acaba se endividando e caindo na situação do próximo perfil a ser descrito.

O ENDIVIDADO
Nesse, que é o menor nível hierárquico sob a ótica da educação financeira, algumas características são bastante comuns: maus hábitos financeiros, decisões emocionais, consumismo, falta de clareza de objetivos, nenhum controle sobre receitas e despesas, dentre outras.

Geralmente entra nesse grupo pessoas que eram “zero a zero”, acreditam que só comprando parcelado podem ter alguma coisa na vida, até que algo acontece e perde as rédeas das próprias finanças.

O ENDIVIDADO paga juros estratosféricos para bancos e financeiras, vive uma cotidiana angústia por querer ter mais do que é possível e muitas vezes perde o pouco que conseguiu conquistar na vida, devido às dívidas.

CONSEQUÊNCIAS:  quando se perde o controle das finanças, fatalmente isso acabará trazendo problemas na vida profissional, pessoal e familiar. A autoestima se deteriora a cada dia e as perspectivas de futuro ficam bastante nebulosas.

CONCLUSÃO
O objetivo do presente artigo foi melhorar sua compreensão sobre as próprias finanças, à medida que pôde refletir qual dos perfis apresentados mais se aproxima à sua realidade.

Se você não chegou ao ponto de se classificar como INVESTIDOR, saiba que sempre é tempo para corrigir os rumos da própria vida.